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Estado de Minas HISTÓRIA

Sexta-feira negra na Índia completa 26 anos

Um dos maiores ataques terroristas do país asiático ainda assombra o mundo


postado em 12/03/2019 10:54 / atualizado em 12/03/2019 14:22

No dia 12 de março de 1993, aproximadamente às 12h30min, uma bomba explodiu dentro de um veículo no porão da Bolsa de Mumbai, na Índia. Durante duas horas, 12 bombas foram detonadas em edifícios e espaços públicos ao redor da mesma cuidade, resultando na morte de 257 pessoas e uma centena de feridos. Entre as edificações, estava o Sahar International Airport, um escritório regional de passaportes, três hotéis de grande porte e um grande centro comercial. Os locais foram escolhidos com o objetivo de causar o maior numero possível de vítimas. Por conta disso, a chamada "sexta-feira negra" entrou para a história da Índia como um dos dias mais trágicos do país.

Destruição causada pela detonação de bombas em diversos locais em Mumbai: ocasionou 257 mortos.(foto: India Today)
Destruição causada pela detonação de bombas em diversos locais em Mumbai: ocasionou 257 mortos. (foto: India Today)

Os ataques foram atribuídos a membros da comunidade muçulmana, que supostamente queriam se vingar das mortes de muçulmanos nos confrontos religiosos ocorridos meses antes. O autor intelectual dos ataques, Yakub Memon foi preso e enforcado pelo governo indiano em julho de 2015.

Entenda o conflito entre Hindus e Mulçumanos na Índia

Os conflitos religiosos são mais um dos graves problemas que a sociedade indiana enfrenta. As disputas entre muçulmanos e hindus e entre a Índia e o país vizinho Paquistão já contam décadas de existência. Índia e Paquistão eram ambos colônias britânicas. Em 1947 as duas regiões, ainda unidas, conquistaram a independência. Os ingleses repartiram a região de acordo com a religião das maiorias. Dessa forma, surgiram a Índia, país de maioria hindu, e o Paquistão, que por sua vez tem maioria muçulmana. Na época, a divisão feita pelo governo britânico foi responsável pelo maior êxodo da história moderna. Cerca de quinze milhões de pessoas tiveram que deixar suas casas e mudar-se para as áreas de suas respectivas religiões. Os muçulmanos que estavam na Índia tiveram de abandonar tudo e rumar para o Paquistão e os hindus que viviam no Paquistão também deixaram tudo para trás e foram obrigados a viver na Índia. Toda essa multidão trasladou-se de um país para o outro entre abril e novembro de 1947. Nesse período o norte dos dois recém-criados países ficou repleto de longas levas de imigrantes, que viajaram em trens abarrotados, em caminhões ou mesmo a pé.

No meio desse êxodo — hindus de um lado da estrada dirigindo-se à Índia e muçulmanos do outro lado do caminho rumando para o Paquistão —, explodiram o ódio racial e a intolerância religiosa. Não há números exatos, mas as estimativas apontam para cerca de quinhentos mil a dois milhões de mortos. Mahatma Gandhi (1869-1948), que havia unido muçulmanos e hindus na luta pela independência e era tido como o principal líder da resistência ao domínio britânico, entrou em greve de fome em protesto contra a violência. Desde então, as relações entre os dois países foram marcadas pela desconfiança. Mais de vinte mil pessoas morreram na região desde 1989. Além de conflitos religiosos e terrorismo, tanto na Índia quanto no Paquistão. Essa divisão causou vários problemas.

Localização da Caxemira: fronteira entre Índia, Paquistão e China.
Localização da Caxemira: fronteira entre Índia, Paquistão e China.
 

O maior deles é a região da Caxemira, a qual fica ao norte dos dois países e é marcada por disputas territoriais, ocasionando quatro guerras entre a Índia e o Pasquitão - inclusive uma não-declarada. Um fator de grande preocupação mundial é que ambos os países possuem armas atômicas. Ainda que disponham de um arsenal muito menor do que o das principais superpotências Estados Unidos, Rússia e China, uma guerra nuclear entre Índia e Paquistão poderia resultar em centenas de milhões de mortes, alterações no clima da Terra e até mesmo o inverno nuclear.

Fronteira Índia - Paquistão na Caxemira: uma das áreas mais militarizadas do planeta, inclusive com armas atômicas.(foto: Internet)
Fronteira Índia - Paquistão na Caxemira: uma das áreas mais militarizadas do planeta, inclusive com armas atômicas. (foto: Internet)
 

Artigo de História do Percurso Pré-Vestibular.


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