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Estado de Minas QUÍMICA

Maquiagens brilhantes nas baladas - aplicando a ciência da luminescência


postado em 24/11/2015 09:11 / atualizado em 24/11/2015 11:36

A luminescência vem ganhando destaque nas festas e raves, com a famosas pulseiras e cilindros de neon e até mesmo maquiagem e tintas que brilham no escuro, que dão um efeito quase mágico ao evento no estilo do filme Avatar. O que poucas pessoas sabem que esse efeito já vem sendo estudado e utilizado desde o século XVII pelo médico e alquimista Henning Brand. Ele descobriu que o fósforo apresentava propriedade de brilhar no escuro e de inflamar rapidamente se em contato com o O2. Esta experiência tornou a primeira “reação química artificial” denominada “phosfhorus mirabilis”, ou seja, maravilhoso portador da luz.

Uso de maquiagem fosforescente em festas e raves: efeito radical.(foto: MMEfeitos/Divulgação)
Uso de maquiagem fosforescente em festas e raves: efeito radical. (foto: MMEfeitos/Divulgação)
 

Entretanto, o que é a luminescência? A luminescência ocorre quando o elétron ao receber estímulo sai de sua camada fundamental, passa para uma camada mais externa e ao retornar para sua camada fundamental emite partículas de luz (fótons). Os tipos mais comuns aplicados ao nosso dia a dia são a fluorescência e a fosforescência. As duas são emissões de radiações, que podem ser visíveis ou não e que ocorrem sem a necessidade de temperaturas elevadas. Conheça os conceitos:

Olhos de gato em estrada: efeito fluorescente.(foto: GreenFlag/Divulgação)
Olhos de gato em estrada: efeito fluorescente. (foto: GreenFlag/Divulgação)
 

Fluorescente: Absorve energia da luz fornecida por uma fonte e emite radiação visível, contudo, quando o fornecimento de energia acaba, a emissão da radiação para imediatamente. O nome desse fenômeno veio do fato de que ele foi observado em um mineral denominado fluorita.

Ela é muito utilizada na sinalização no trânsito, como em placas, olhos de gato, faixas dos trabalhadores e motociclistas. Outro exemplo importante são as lâmpadas fluorescentes que tem uma eficiência e durabilidade muito maiores que as lâmpadas incandescentes. As lâmpadas fluorescentes funcionam de modo semelhante aos tubos de descarga de gás néon, possuem um par de elétrodos em cada extremo. O tubo de vidro é coberto com um material à base de fósforo. Este, quando excitado com radiação ultravioleta gerada pela ionização dos gases, produz luz visível.

Fosforescente: Tem o mesmo princípio do fluorescente, porém, após a interrupção de fornecimento de energia, a substância fosforescente continua durante algum tempo emitindo luz visível. Esse tempo pode variar desde alguns segundos até dias. Esse fenômeno recebeu esse nome porque o elemento que foi estudado inicialmente com essas propriedades foi o fósforo. As aplicações dessa reação vão desde decalques de crianças que brilham no escuro, ponteiros de relógios, interruptores de lâmpadas, maquiagens de neon até bastões de iluminação e placas de emergência.

Mas quando seres vivos são capazes de produzir luz, como no caso dos vaga-lumes, eles são fluorescentes ou fosforescentes? Nenhum deles e sim a bioluminescência. Seres vivos como os vaga-lumes, certas águas vivas e peixes que vivem em águas profundas, algumas espécies de bactérias e fungos tem a propriedade de gerar de luz através de uma reação química que produz luz sem emissão de calor. Logo esse fenômeno pode acontecer em organismos simples e complexos.

Exemplo de bioluminescência gerada pelos fitoplânctons nas ilhas Maldivas.(foto: When On Earth/Dvulgação)
Exemplo de bioluminescência gerada pelos fitoplânctons nas ilhas Maldivas. (foto: When On Earth/Dvulgação)
 

A principal semelhança entre os três casos é a emissão de luz "fria", ou seja as reações produzem muito pouco calor. Devido a isso, podem ser manuseadas com segurança pelos seres humanos e aplicadas em maquiagens radicais nas baladas e festas.

Artigo do Percurso Pré-vestibular e Enem.

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