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Estado de Minas APRENDER BRINCANDO

Grupo de 11 alunos desenvolve e monta uma cafeteria de verdade

Crianças de 7 e 8 anos criam projeto baseado no Steam, sigla para science (ciência), technology (tecnologia), engineering (engenharia), arts (artes) e mathematics (matemática)


postado em 29/07/2019 15:22 / atualizado em 29/07/2019 19:18

Na escola Casa Fundamental, os meninos montaram a cafeteria Sol e Lua e estão trabalhando para investir no negócio(foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)
Na escola Casa Fundamental, os meninos montaram a cafeteria Sol e Lua e estão trabalhando para investir no negócio (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)



Você já pensou que crianças podem sim desenvolver um projeto e montar uma cafeteria de verdade? Foi o que fez um grupo de 11 alunos, de 7 e 8 anos, da Casa Fundamental – Educação Infantil e Fundamental, que funciona no Bairro Castelo, em Belo Horizonte. E isso tudo graças a um projeto baseado no Steam, sigla para science (ciência), technology (tecnologia), engineering (engenharia), arts (artes) e mathematics (matemática).

Maria Carolina Mariano, diretora de inovação do Grupo Fundamental e cofundadora da Casa Fundamental, explica que o projeto foi desenvolvido pelos alunos do 2º ano do ensino fundamental, a partir de um conflito surgido entre os próprios estudantes. “Foi proposta a seguinte pergunta: ‘Onde vocês trabalhariam se fossem adultos?’. Um grupo, que já estava brincando de criar uma cafeteria, não queria deixar outras crianças participarem. Por que não, então, envolver todos os alunos em torno da construção das várias etapas dessa cafeteria, dentro de uma perspectiva sustentável?”, contou a diretora.

Foi o que fez a professora Maria Luiza Silva Tupy Botelho, unindo aspectos de ciências e matemática. Grupos divididos, alguns ficaram por conta de elaborar um projeto para criar o espaço físico; outro grupo, o cardápio; alguns, o projeto de marketing e publicidade; outros, a decoração do lugar etc.

ENVOLVIMENTO 



E o projeto não parou por aí. Contou também com a participação dos pais, que assistiram ao pitch (breve apresentação do trabalho realizada pelos alunos), dando opiniões, questionando sobre o negócio proposto pelos estudantes e contribuindo com doações para que o projeto fosse posto em prática. “Foi uma apresentação completa, com maquete da cafeteria, croquis, acessórios e, claro, um lanche”, comenta Maria Luiza.

Para Sofia Teixeira Ventura, de 8 anos, a experiência não poderia ter sido melhor. Ela ficou responsável por desenvolver a logo da cafeteria. “Gostei mais de montar as canecas de argila”, disse.

SUCESSO DAS FEIRAS 

No Bernoulli Grupo Educacional, as feiras de ciências movimentam os alunos. Marcos Raggazzi, diretor pedagógico executivo, diz que “elas têm uma finalidade de promover não só o desenvolvimento das habilidades e competências cognitivas como também as habilidades de interação, de expressão de ideias e o desenvolvimento do pensamento crítico, analítico e científico”.

Os alunos mais novos aprendem como o pensamento científico se constrói, para que eles possam entender as etapas de um processo científico de pesquisa e a demonstração de fenômenos. Já os alunos do ensino médio aprendem dois tipos de pesquisas científicas. “A pesquisa científica pura, em que não necessariamente tem uma aplicação direta daquele conhecimento, mas é uma pesquisa que fundamenta estruturas de teorias, hipóteses e conjuntos de leis. Uma outra é a aplicabilidade dos conceitos científicos para a resolução de problemas reais”, acrescenta Ragazzi.

Nas feiras de ciências, os alunos apresentam tudo o que foi desenvolvido ao longo do ano. Os alunos são orientados por professores e têm um cronograma para apresentação do roteiro de trabalho. “Eles apresentam um pré-projeto, em seguida um projeto e, posteriormente, apresentam o registro de todo o trabalho desenvolvido e os professores orientadores vão validar ou sugerir alterações para que o projeto seja significativamente correto e relevante.

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