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Estado de Minas INOVAÇÃO

Conexão maior entre escolas e comunidades visa solucionar problemas

Escolas apostam em projetos de inovação para dar luz a projetos pedagógicos


postado em 29/07/2019 15:14 / atualizado em 29/07/2019 17:32

Alunos do projeto do Colégio Sagrado Coração de Jesus produzem formas de energia limpa (foto: Sagrado Coração de Jesus/Divulgação)
Alunos do projeto do Colégio Sagrado Coração de Jesus produzem formas de energia limpa (foto: Sagrado Coração de Jesus/Divulgação)



Com o intuito de promover uma conexão cada vez mais externa com a comunidade em geral, escolas e centros educacionais apostam em projetos de inovação e criatividade para dar luz a projetos pedagógicos. Iniciativas que, muitas vezes, são trazidas pelos próprios alunos em resposta a situações-problemas percebidos em sua volta e realidade. No Colégio Sagrado Coração de Jesus, o projeto Jovens Pesquisadores realiza atividades de pesquisa científica no espaço escolar, aproveitando o interesse de alguns alunos em ir além daquilo que o universo acadêmico oferecia.

Com cerca de 20 alunos, o Jovens Pesquisadores se divide em projetos ligados a questões de sustentabilidade, economia de energia e alternativas de fontes limpas de geração de energia, como bioplástico de casca de batata e energia fotovoltaica e eólica. Além do projeto de tecnologia de Arduíno, espécie de plataforma de prototipagem eletrônica de hardware livre e de placa única. “O aluno é instigado a encontrar soluções que visam melhorar a vida das pessoas. Nosso intuito é estimular os jovens estudantes a pesquisar desde cedo, a pensar de forma diferente. Um dos papéis da escola é sensibilizar o aluno para que ele possa agir e atuar no mundo.”

Programa que levou os alunos a participarem de uma feira de trabalhos científicos na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) com o projeto do gerador eólico, feito com partes de uma bicicleta infantil. “O aluno começa a se ver como agente de transformação, melhora sua capacidade de superação, vê problemas como oportunidades. Precisamos educar os alunos de forma diferente. É isso que estamos tentando fazer. Contribuímos para a sociedade na medida em que oferecemos um cidadão crítico e capaz de lidar com os problemas e buscar as soluções para eles.”

No Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG), o professor do Departamento de Computação Sandro Renato Dias é coordenador do programa Enxurrada de Bits, com fomento da Fapemig e do Cefet-MG, em que são ofertados cursos regulares de programação e robótica a estudantes e professores de escolas públicas da Grande BH lecionados por alunos.

“Numa escola que visitamos, localizada numa comunidade com forte presença do tráfico, ficamos o dia todo fazendo palestras e oficinas de programação, robótica e cubo mágico. Ao final do dia, uma das crianças chegou para a coordenadora da escola, no momento em que ela estava conversando comigo, e disse: 'Tia, quando eu crescer eu quero ser pesquisador'. Essa frase me comoveu”, comentou sobre a importância de projetos.

O professor afirma que é possível usar tecnologia para motivar mais o estudante e dar-lhe perspectivas não só de seguir uma carreira na área tecnológica, como também usar a tecnologia em sua carreira futura, seja ela qual for. “Levar para a comunidade o conhecimento construído na escola permite que os alunos da escola aprendam a lidar com o público, a respeitar as pessoas, a trabalhar em equipe, a ter responsabilidade, comprometimento e empenho na organização e execução dos eventos e atividades”, frisa Sandro Dias.

SAÚDE 

Para que uma pessoa com diabetes consiga fazer as suas medições diárias dos níveis de glicose e realizar um controle mensal, é utilizado o glicosímetro, equipamento presente e relevante na vida de portadores da diabetes mellitus (DM), pois auxilia no monitoramento da doença, sendo usado para a aferição da glicemia no sangue. Tendo em vista o desconforto do teste, os alunos da UNA apresentaram uma outra alternativa: um glicosímetro de pulso.

Segundo Iracema Campelo, coordenadora dos cursos de engenharia e tecnologia do centro universitário, os alunos perceberam uma demanda da própria comunidade com o crescimento e a dificuldade de fazer os testes de glicemia no sangue. “O projeto ainda está na fase de prototipagem. Através de um dispositivo em forma de pulseira, ele consegue identificar a glicose por meio desse equipamento. Uma alternativa e método menos invasivo que a perfuração tradicional”, destaca.
 
 
* Estagiário sob a supervisão da editora Teresa Caram

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