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Estado de Minas INICIAÇÃO CIENTÍFICA

Estratégia de ensino deixa estudantes capazes de buscar e gerar novos conhecimentos

Transmissão de informação possibilita ao aluno ter uma visão de mundo ampliada


postado em 29/07/2019 15:09 / atualizado em 29/07/2019 16:22



Alunos e professores da iniciação científica durante apresentação de projetos(foto: Arquivo pessoal)
Alunos e professores da iniciação científica durante apresentação de projetos (foto: Arquivo pessoal)
“Com o crescimento exagerado de informações, torna-se importante a mudança de estratégia de um ensino pautado na transmissão de informação, para a formação de estudantes capazes de buscar e saber utilizar o conhecimento”, afirma Maria da Glória Rodrigues Machado, professora e pesquisadora do mestrado em ciências da saúde da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais (FCM-MG). Diante dessas mudanças, nasce a necessidade de novos estilos de aprendizagem, entre eles a iniciação científica.

Além de dar um upgrade no currículo, a iniciação científica facilita o ingresso em processos seletivos de empresas, de programas de pós-graduação e na carreira acadêmica. Afinal, é no cenário universitário a porta de entrada para aqueles que pretendem se dedicar à pesquisa.

As atividades dos projetos de iniciação científica devem ser direcionadas para a busca do conhecimento, ou seja, identificar uma questão (pergunta) a ser pesquisada, revisar a literatura relacionada, estabelecer hipóteses, selecionar os métodos que serão utilizados para responder à pergunta inicial, coletar e interpretar os dados e por último reportar os dados e sugerir novas pesquisas, segundo Maria da Glória. “Esse é o papel da iniciação científica: possibilitar ao aluno buscar e gerar novos conhecimentos”, comenta a professora.

Já de acordo com o professor e fisioterapeuta Gustavo Nunes Tasca Ferreira, coordenador do Núcleo de Pesquisa e Extensão da Faseh, a iniciação científica proporciona aos alunos dos cursos de graduação um primeiro contato com grupos e linhas de pesquisa. “Visa proporcionar ao aluno, orientado por pesquisador experiente, a aprendizagem de técnicas e métodos científicos, bem como estimular o desenvolvimento do pensar cientificamente a partir das condições criadas pelo confronto direto com os problemas de pesquisa”, comenta.

ASSERTIVIDADE

Segundo o coordenador da Faseh, o profissional que busca vivenciar durante os anos de graduação as oportunidades de extensão tende a ser mais seguro e assertivo em suas escolhas profissionais. “O fato de ter vivenciado experiências com pacientes e com professores além da sala de aula enriquece a sua visão de mundo; muitos deles definem o seu trabalho de conclusão de curso a partir da experiência vivida, aprofundando seus conhecimentos em determinado tema”, explica.

Para Maria da Glória, o estudante melhora a capacidade de análise crítica, a maturidade intelectual e apresenta melhor desempenho para enfrentar as dificuldades profissionais após a participação em uma iniciação. “Para que haja desenvolvimento social e econômico do país é necessário que haja base científica e tecnológica. Para tanto, é necessário estimular os jovens a se tornarem profissionais da ciência e da tecnologia, para avançarmos no conhecimento existente.”

* Estagiário sob a supervisão da editora Teresa Caram

 

 

Personagem

da notícia
Arthur Tonani Pereira Cançado Ribeiro
Estudante de medicina e integrante dos projetos de iniciação científica oferecidos pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais

Produção de ciência
“Sempre foi meu desejo contribuir para a produção de ciência nacional. O conhecimento técnico em experimentos, a elaboração de textos científicos e apresentações em congressos científicos aumentaram de modo exponencial, fatores indispensáveis para uma boa formação acadêmica e profissional multifacetada. Verifica-se, desse modo, a importância para acadêmicos de diferentes áreas a participação em projetos de pesquisa que fomentam a ciência brasileira, pois, além de proporcionar um engrandecimento profissional e acadêmico significativo, auxilia na potencialização da ciência brasileira, objeto fundamental no avanço da saúde nacional, seja ela pública ou particular.”


VANTAGENS DOS PROJETOS


» 1) Aprendizado do método científico e sua aplicação
» 2) Treinamento em coleta de dados (em especial nas pesquisas que envolvem seres humanos)
» 3) Escrita científica para elaboração do pôster com os resultados obtidos e relatórios finais
» 4) Participação em congressos como apresentadores de trabalhos
» 5) Pontuação em seu currículo, que o auxilia em concursos e provas, incluindo as de residência médica ou multiprofissional
» 6) Auxílio financeiro que o programa oferece no formato de bolsa de iniciação científica

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