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Estado de Minas

UFMG volta atrás e mantém funcionamento do Centro Esportivo Universitário

CEU havia anunciado que passaria a fechar as portas duas horas mais cedo entre terça e sexta-feira, não iria mais receber alunos de escolas públicas e suspenderia projetos de extensão, entre eles atividades voltadas para a saúde do servidor


postado em 29/05/2019 06:00 / atualizado em 29/05/2019 13:01

Centro Esportivo Universitário da UFMG muda horário de atendimento e suspende projetos devido a corte de recursos federais(foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press)
Centro Esportivo Universitário da UFMG muda horário de atendimento e suspende projetos devido a corte de recursos federais (foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press)

A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) voltou atrás e suspendeu as mudanças que foram divulgadas para os sócios do Centro Esportivo Universitário (CEU) em virtude do corte orçamentário de 30% anunciado pelo Ministério da Educação. A administração do clube que pertence à institutição federal de ensino havia divulgado a necessidade de tomar algumas medidas para se ajustar à nova realidade financeira, mas voltou atrás e manteve o funcionamento. Porém, em comunicado divulgado na página do CEU, a administração informa que as mudanças ainda serão anunciadas.

Entre as medidas que foram divulgadas e coladas em mural na entrada do CEU, o clube fecharia todos os dias, entre terça e sexta, duas horas mais cedo, não receberia mais alunos de escolas públicas uma vez por semana e também suspenderia projetos de extensão às segundas-feiras. As consequências da diminuição do dinheiro que serve para o custeio da universidade preocupam frequentadores do clube, que enxergam no espaço de lazer possibilidade para aliviar o estresse do dia a dia e já temem os problemas na rotina acadêmica.

Na folha impressa pregada no mural que fica na entrada do CEU, na Avenida Coronel Oscar Paschoal, em frente ao Mineirão, o aviso ainda estava por lá às 9h desta quarta-feira, alertando os sócios para o contingenciamento, que gerou a necessidade de redução do quadro de funcionários terceirizados e também diminuiu o orçamento do clube. Em virtude desse cenário, o espaço passaria a fechar sempre às 20h nos dias de semana e não mais às 22h. Nos fins de semana, o fechamento segue às 18h30. O novo horário entrou em vigor ontem, mas hoje a UFMG disse que voltou atrás e retomou as condições normais de funcionamento.

Um segundo impacto seria o cancelamento do projeto, a partir de hoje, que recebe às quartas-feiras estudantes de escolas públicas. A terceira mudança diz respeito ao Vestiário 3, que a partir de 4 de junho não abriria. Esse vestiário fica na parte baixa do clube, ao lado das quadras de esportes. Permaneceriam abertos apenas aqueles ao lado da piscina e da cantina, segundo funcionários da portaria.

Possíveis impactos


Conforme o comunicado colado na porta do CEU, as atividades dos projetos de extensão às segundas-feiras também seriam canceladas. Entre elas estão aulas de pilates, tênis, saúde do servidor, entre outros. A notícia de possíveis modificações, que agora ainda não estão confirmadas, pode atingir a rotina da servidora da UFMG Elaine Cristina da Costa, de 36 anos. Há oito anos trabalhando na Faculdade de Farmácia, ela frequenta as atividades de saúde do servidor há quatro, três vezes por semana. Agora, pode não ter mais a oportunidade de fazer as aulas de ginástica às segundas-feiras, caso a suspensão seja confirmada.

“O nome dele já diz, é a saúde do servidor. Serve para tirar estresse e garante ânimo e disposição para encarar o trabalho”, afirma. Elaine conta que ficou bastante chateada com a situação e teme que os cortes afetem também a rotina acadêmica. “Na Faculdade de Farmácia já tivemos cortes importantes na equipe da limpeza, mas como foi semana passada, ainda não deu para perceber nada de errado. Mas essa situação pode mudar a nossa rotina”, comenta.

Em nota, a UFMG informou que “está fazendo gestões para reverter o bloqueio de 30% do orçamento mantido pelo Ministério da Educação. A universidade reconhece que os cortes, se confirmados, poderão comprometer o funcionamento adequado da instituição e realiza estudos para avaliar os impactos de eventuais ações que venham a ser tomadas”.


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