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Estado de Minas

Número de novos contratos do Fies na região Sudeste cai em comparação a 2017

O estado de Minas Gerais apresentou a segunda maior variação negativa da região


postado em 06/12/2018 19:07

Número de novos contratos do Fies na região Sudeste cai em comparação a 2017(foto: Educa Mais Brasil)
Número de novos contratos do Fies na região Sudeste cai em comparação a 2017 (foto: Educa Mais Brasil)

O ingresso em faculdades privadas por meio do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) está mais difícil. Essa afirmação se torna perceptível ao fazer um comparativo entre os números de contratos do Fies de 2017 e 2018. De acordo com dados do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), em 2017 houve 170.842 contratos firmados. Já em 2018, o número total de contratos caiu para 45.862 - uma variação negativa de 73,2%.


Na região Sudeste do país, a queda no número de contratos foi equivalente a 76,3% - entre janeiro de 2017 e novembro de 2018. No ano passado, foram 58.675 contratos firmados, esse ano, apenas 13.943. Em relação aos estados, Minas Gerais foi o que apresentou a segunda maior variação negativa na região  78,4%. 


Além disso, segundo a Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), das 310 mil vagas oferecidas em 2018, em todo o território nacional, apenas 80,3 mil foram preenchidas, o equivalente a 26% da meta estabelecida pelo Ministério da Educação (MEC) para o período. Este ano, nenhum financiamento foi fechado em fevereiro. A maior quantidade foi negociada em março (12.572).


Uma novidade, é que novas regras passaram a valer desde o início deste ano para o Fies. Na modalidade em que o financiamento é oferecido pela instituição bancária, com taxa de juros determinada pelo próprio banco (P-Fies), foram preenchidas 500 vagas - de um total de 210 mil. O restante das vagas, que se destina ao modelo de financiamento governamental, o aproveitamento foi de 82,1%.


Muito além do Fies


A estudante Leila Silva de Oliveira, de 42 anos, não considerou o fies como uma alternativa quando decidiu que iria iniciar o curso de Administração. "Para mim, o Fies seria uma dívida praticamente eterna", pontua. Em busca de outras oportunidades, Leila optou pela bola de estudo. "Considerei o Educa Mais por indicação de uma amiga. A bolsa de estudo é realmente mais viável para mim do que o Fies", destaca a estudante.

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