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Estado de Minas ESPECIAL EDUCAÇÃO

Trocar livros usados em boas condições de uso pode ser uma opção para economizar

Ao incluir usados na mesma lista de material escolar, o valor a ser pago não passa de R$ 500


postado em 25/01/2014 14:38 / atualizado em 25/01/2014 15:29

Todo início de ano letivo é a mesma coisa: pesquisar e percorrer lojas em busca do melhor preço na compra do material escolar. Além da pesquisa, trocar livros usados em boas condições de uso pode ser uma opção para economizar. Livrarias em Belo Horizonte apostam nesse mercado para atrair os consumidores que querem pagar menos.

“A cada ano percebo uma procura maior por livros usados. Os clientes se conscientizam de que não é meramente uma economia financeira, mas estão embutidas questões socioambientais que envolvem a reutilização”, comenta o dono da Livraria João Paulo II, João Paulo Azevedo. Podem ser comercializados livros a partir do sexto ano. Os clientes que querem desconto levam os exemplares antigos, que podem custar quase metade do preço de tabela, dependendo do estado de conservação, se está atualizado e se ainda é adotado pelo colégio. O valor é revertido em desconto na compra de livros novos e usados.

A psicóloga Carla Fantin não mede esforços para conseguir descontos na compra da lista escolar ((foto: Cristina Horta/EM/D.A Press)
A psicóloga Carla Fantin não mede esforços para conseguir descontos na compra da lista escolar ( (foto: Cristina Horta/EM/D.A Press)


Pais interessados em reaproveitar os livros também podem se beneficiar. De acordo com Azevedo, é possível economizar de 30% a 40% do valor da lista quando se opta por exemplares usados. Em média, gastam-se R$ 800 comprando todos os livros novos, sem considerar itens de papelaria. Ao incluir usados na mesma lista de material escolar, o valor a ser pago não passa de R$ 500.

Em tempo de IPTU, IPVA, aniversário da filha e viagem de férias, a psicóloga Carla Fantin, de 48 anos, não mede esforços para conseguir desconto na compra de material escolar. Com duas sacolas cheias, ela chegou à livraria para trocar seis livros da filha e nove do sobrinho. Antes de criar o hábito de passar para a frente os livros usados, Carla gastava R$ 1,3 mil com a lista. Este ano, ela pagou menos de R$ 1 mil. A filha, Bruna Faria Fantin, de 13, aprendeu a não escrever nos livros com caneta e responder às questões no caderno.

Presidente do Movimento das Donas de Casa e Consumidores de Minas Gerais (MDC/MG), Lúcia Pacífico destaca que os pais devem incentivar os filhos a aproveitar ao máximo o material escolar do ano anterior. “Isso dá uma boa diferença no final. O pai tem que conscientizar a criança de que se lápis de cor, régua, tesoura, borracha e apontador estão em perfeito estado, não é necessário comprar tudo novo”, avalia. Lúcia também orienta aproveitar as promoções e fazer compras com outras famílias para conseguir mais desconto.

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