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Estado de Minas MÚLTIPLA ESCOLHA NA UFMG

Começa eleição do novo comando da UFMG


postado em 29/10/2013 06:00 / atualizado em 29/10/2013 06:47

Prédio da reitoria: três chapas disputam o comando da maior instituição de ensino superior do estado (foto: Beto Novaes/EM/D.A Press %u2013 7/10/10)
Prédio da reitoria: três chapas disputam o comando da maior instituição de ensino superior do estado (foto: Beto Novaes/EM/D.A Press %u2013 7/10/10)



Professores, servidores e estudantes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) começam hoje a votar no nome que vai comandar a instituição a partir de 2014 por quatro anos. São três chapas, encabeçadas pelos professores Wander Emediato de Souza (Outra UFMG é Possível), Jaime Arturo Ramírez (UFMG Contemporânea) e José Nagib Cotrim Árabe (UFMG em Ação). Um dia após o Enem, adotado integralmente como forma entrada na instituição depois da adesão ao Sistema de Seleção Unificado (Sisu), os candidatos apontam como desafio a permanência de um novo perfil de estudante nos cursos de graduação. A previsão é de que, a partir do ano que vem, haja mais alunos de outros estados e regiões de Minas se matriculando. Além disso, até 2016, seguindo a Lei das Cotas, 50% das vagas serão destinadas a alunos de escolas públicas e com renda até um salário mínimo e meio.

Wander Emediato entrou na UFMG em 1985 para estudar letras. Fez mestrado, doutorado na França e voltou como professor efetivo após concurso público em 2004. Assumiu cargos de coordenação, com uma história de participação em decisões. Candidato a reitor ao lado de Rosilene Horta Tavares, professora na Faculdade de Educação, faz oposição à gestão atual. Entre as principais propostas da chapa estão uma aproximação maior com a sociedade e paridade nas votações entre estudantes, professores e técnicos. Ele concorda com a decisão de adesão total ao Sisu, mas avalia que fica o desafio de garantir a permanência dos alunos carentes nos cursos.

O professor Jaime Arturo, na chapa 2 com a vice Sandra Regina Goulart Almeida, da Faculdade de Letras, entrou na UFMG em 1982 como aluno da engenharia elétrica. Logo após o mestrado, em 1989, iniciou a carreira de docente na PUC e no ano seguinte voltou para ser professor adjunto na federal. Em 2009, foi aprovado em concurso como titular e também ocupou cargos administrativos, como pró-reitor de pós-graduação, por seis anos. No programa, propõe a consolidação da expansão universitária, uma política de recursos humanos voltada para jovens professores e melhorias na gestão dos câmpus, com debates sobre sustentabilidade, segurança e mobilidade, entre outros. Ele diz que há necessidade de políticas de inclusão e permanência na UFMG e sugere a criação de uma pró-reitoria de assuntos estudantis.

Na chapa 3 estão o professor José Nagib e o vice Paulo Sérgio Lacerda Beirão, do Instituto de Ciências Biológicas. Nagib entrou na UFMG como aluno do antigo Colégio Aplicação. Depois cursou engenharia elétrica, em 1977, e fez mestrado em ciência da computação, começando como professor em 1979. Além de ocupar vários cargos administrativos, é orientador de mestrados e doutorados. Como candidato, considera que a universidade precisa se preparar para ocupar cada vez mais um lugar de destaque de excelência mundial. Segundo ele, a instituição tem problemas de infraestrutura, como prédios em construção e outros, muito antigos, que precisam ser atualizados. Para ele, o câmpus Pampulha recebe da cidade problemas como mobilidade.

HERANÇA Clélio Campolina, atual reitor da UFMG, deixa para o próximo administrador dos câmpus em Belo Horizonte e Montes Claros a responsabilidade de gerenciar um orçamento de cerca de
R$ 2,2 bilhões por ano. São 32 mil alunos só nas graduações. Clélio disse que decidiu não apoiar nenhum dos candidatos, mas concorda que ampliar os recursos para a assistência estudantil está entre os principais desafios da próxima gestão. Em 2013, segundo ele, foram destinados R$ 35 milhões para os programas de auxílio ao aluno carente. Defensor do Enem, ele acredita que o exame já está mudando o perfil do aluno da UFMG, com a entrada de estudantes de menor renda e de escolas públicas. 


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