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Estado de Minas

Censo mostra avanço de universidades


postado em 18/09/2013 07:13

O Ministério da Educação divulgou ontem um diagnóstico do ensino superior no país. O censo mostra aumento no número de matrículas e a presença da universidade privada como opção para os alunos. Em Minas, a quantidade de faculdades particulares mais do que dobrou em 12 anos. Em 2001, eram 142 instituições no estado. Já em 2012 o número chegou a 317, crescimento de 123%. A oferta de universidades públicas não aumentou na mesma proporção: eram 12 federais em 2001 e agora são 17 em Minas, aumento de 41,6%. As estaduais não tiveram mudança: o total de cinco instituições se manteve em mais de uma década. No entanto, considerado apenas o período entre 2011 e 2012, o estado perdeu 10 instituições privadas de ensino superior.

O ministro Aloizio Mercadante apresentou os dados em Brasília e mostrou que o número de alunos matriculados no ensino superior no país é menor que o de inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), prova a ser feita em outubro. São 7 milhões de estudantes na universidade e 7,17 milhões buscando vaga. De 2011 para 2012, segundo o censo da educação, o número de calouros nos cursos superiores cresceu 17,1% no país.

Os 7.037.688 estudantes estão distribuídos em 31.866 cursos oferecidos por 2.416 instituições. Delas, 304 são públicas e 2.112 particulares. “Não é tarefa fácil assegurar qualidade da expansão de acordo com a demanda por vagas”, afirmou o ministro.

O diagnóstico mostra ainda como está a preferência dos alunos pelos cursos de licenciatura. Quando se trata da graduação a distância, a licenciatura teve aumento de 40,4% nas matrículas. Mas, nas graduações presenciais, o crescimento foi de apenas 0,8%. Os cursos, diferentemente do bacharelado, preparam o aluno para dar aulas na educação básica.

No número total de matrículas no país houve aumento de 4,4% em 2012 em comparação com 2011. Nas universidades privadas, o crescimento nacional foi de 3,5% enquanto nas públicas foi de 7%. Os dados mostram ainda a preferência dos alunos pelo período noturno. As matrículas nos cursos da noite representam 63,1% do total. “A população que já passou da faixa etária que frequenta o ensino universitário voltou a estudar. Essa é a única forma que um pai de família encontra para estudar”, disse Mercadante.

No entanto, a maior parte dessa oferta está no ensino privado, setor em que 73% dos cursos são noturnos. Nas federais a porcentagem se inverte: 70% das matrículas são em cursos diurnos.


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