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Estado de Minas

Justiça de Contagem expede mandado para prisão do goleiro Bruno

Segundo o TJMG, documento já foi encaminhado à Comarca de Varginha, de onde será enviado à Polícia Civil para que seja cumprido


postado em 27/04/2017 12:44 / atualizado em 27/04/2017 22:19

Bruno chegou a se apresentar na delegacia em Varginha, mas como não havia mandado de prisão contra ele, foi liberado. O advogado Lúcio Adolfo disse que o atleta vai se entregar assim que o documento chegar(foto: Reprodução/TV Alterosa)
Bruno chegou a se apresentar na delegacia em Varginha, mas como não havia mandado de prisão contra ele, foi liberado. O advogado Lúcio Adolfo disse que o atleta vai se entregar assim que o documento chegar (foto: Reprodução/TV Alterosa)

O mandado de prisão contra o goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza foi expedido nesta quinta-feira pelo Tribunal do Júri de Contagem e já foi encaminhado para a Comarca de Varginha, no Sul de Minas, onde o atleta joga pelo Boa Esporte e vive com a mulher, Ingrid Calheiros. Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), um juiz de Varginha encaminharia o documento à Polícia Civil, para que produzisse efeito.

A comunicação do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a revogação da liberdade do atleta chegou na manhã desta quinta-feira ao Fórum Doutor Pedro Aleixo, em Contagem, na Grande BH. Depois disso, houve um despacho do juiz responsável para a expedição do mandado de prisão.

O advogado de Bruno, Lúcio Adolfo, já informou que o atleta aguardava apenas a expedição do documento para se entregar. Ele continuará o cumprimento da pena pelo sequestro, assassinato e ocultação do cadáver de sua ex-amante, Eliza Samudio. O goleiro foi condenado a 22 anos e três meses pelos crimes.

Na terça-feira, os ministros da Primeira Turma do STF revogaram a liberdade de Bruno por 3 votos a 1, analisando um recurso impetrado pela mãe de Eliza contra a soltura do goleiro. Antes disso, em 24 de fevereiro, o ministro Marco Aurélio Mello concedeu liminar em pedido de habeas corpus ao goleiro, dando a ele o direito de aguardar o julgamento de um recurso contra sua condenação em liberdade.

 

O Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, também chegou a se manifestar contra a saída do goleiro da cadeia. Preso em julho de 2010, Bruno foi condenado em março de 2013 e já tinha cumprido seis anos e sete meses da pena antes de ser colocado em liberdade.

 (RG)

 

 

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