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Estado de Minas

Patrocinadora máster do Boa confirma rescisão de contrato após contratação do goleiro Bruno

Diretores do grupo Góis & Silva se reuniram com integrantes da equipe nesta segunda-feira. Outros três apoiadores do time também já deixaram o clube


postado em 13/03/2017 14:29 / atualizado em 13/03/2017 22:48

Reunião entre diretores da empresa e representantes do Boa Esporte aconteceu nesta segunda-feira em Varginha(foto: Divulgação)
Reunião entre diretores da empresa e representantes do Boa Esporte aconteceu nesta segunda-feira em Varginha (foto: Divulgação)

O grupo Góis & Silva não é mais o patrocinador máster do Boa Esporte. Os diretores da empresa se reuniram nesta segunda-feira com representantes do time de Varginha, no Sul de Minas, e decidiram pela rescisão. O motivo é a contratação do goleiro Bruno Fernandes da Dores, de 32 anos. Depois do anúncio do clube, a empresa começou a ser pressionada pela população a romper o contrato. No sábado, a Nutrends, empresa do ramo de alimentos, já havia anunciado o fim da parceria com o clube. Além dela, a CardioCenter (clínica cardiológica) e a Magsul, clínica de ressonância magnética, anunciaram rompimento da parceria com a equipe.

A reunião começou no fim da manhã e contou com a presença de representantes do Boa Esporte e diretores do grupo. Por meio de nota, o grupo Góis & Silva afirmou que o fim do vínculo ocorre devido à permanência do goleiro Bruno na equipe. “Diante da decisão de manter a contratação do goleiro Bruno por parte da diretoria do Boa Esporte Clube, o até então patrocinador Master do clube, o Grupo Góis & Silva reitera sua posição e anuncia oficialmente que não é mais patrocinador do clube de Varginha”, disse.

Nesse domingo, o executivo da Góis & Silva, Rafael Góis, conversou com o em.com.br e contou os motivos que levaram ao encontro. “Os nossos meios de comunicação, páginas, perfis de Facebook e mídia social, todos foram enxovalhados pela opinião pública e o pessoal pedindo para rever, alguns mais eloquentes, outros mais ponderados, em um volume muito grande. Então, na realidade, nos fez repensar. Não estamos preocupados com a mídia, se vai trazer um marketing ou não, até porque é uma empresa de investimento e não temos foco voltado para produtos, mas o que realmente levou a considerar é o tamanho da comoção”, afirmou.

A grande rejeição ao acerto do Boa com o goleiro Bruno fez o executivo e o grupo mudarem de ideia. No sábado, Rafael Góis chegou a dizer que o atleta cometeu “um ato extremamente grave”, mas que ele merece uma segunda chance. E havia assegurado ainda a continuação da parceria com o time do Sul de Minas. “Acreditamos realmente na segunda chance, mas também somos a favor da maioria. Como, na realidade, a gente percebeu o tamanho da comoção nacional, tomamos a decisão de rever a situação”, comentou.

A holding é especializada em adquirir parte de empresas com dificuldades financeiras e reerguê-las, mantendo o dono com uma pequena participação. Entre os negócios do grupo há escola, fábrica de cigarro, fazendas com gado de corte e alambique. Rafael Góis, o CEO, é casado e tem três filhos. Começou seu império captando alunos para escolas de informática. Fez o mesmo para clínicas odontológicas e, em alguns anos, montou uma rede com 37 consultórios. Visionário, ele não tem diploma de curso superior.

Boa Esporte marcou entrevista de goleiro para a tarde desta segunda-feira(foto: Leandro Couri/EM/D.A.Presss)
Boa Esporte marcou entrevista de goleiro para a tarde desta segunda-feira (foto: Leandro Couri/EM/D.A.Presss)

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