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Estado de Minas

Goleiro Bruno pode passar para o regime semiaberto em pelo menos 5 anos

Atleta precisa cumprir, em regime fechado, pelo menos 2/5 da pena de 17 anos e seis meses por homicídio triplamente qualificado em regime fechado. Cálculos divergem


postado em 08/03/2013 13:03 / atualizado em 24/02/2017 09:55

Segundo Lúcio Adolfo Silva, advogado do goleiro, Bruno ficou
Segundo Lúcio Adolfo Silva, advogado do goleiro, Bruno ficou "angustiado e pesaroso" com a sentença (foto: Edésio Ferreira/EM/ D.A Press)

Condenado a 22 anos e três meses de prisão, sem direito a recurso em liberdade, o goleiro Bruno Fernandes de Souza pode passar ao regime semiaberto em pelo menos cinco anos. Nesta situação, o preso tem autorização para trabalhar ou estudar durante o dia, retornando à unidade prisional à noite. Tanto por parte da defesa quanto da acusação, os cálculos divergem.

De acordo com o advogado do atleta, Lúcio Adolfo Silva, para alcançar a progressão, Bruno teria que cumprir 2/5 da pena de 17 anos e seis meses em regime fechado, pena pelo homicídio triplamente qualificado – por motivo torpe, asfixia e sem chance de defesa para a vítima -, o equivalente a sete anos de prisão. Como o goleiro está preso há dois anos e nove meses, esse tempo seria reduzido em pelo menos três anos e meio. Durante esse período, Bruno esteve trabalhando na penitenciária. A cada três dias trabalhados, ele tem um descontado na pena. Com pelo menos mais um ano de trabalho, Bruno poderia passar para o semiaberto em 2015.

Ouça a dosimetria da pena feita durante a leitura da sentença de Bruno pela juíza Marixa Rodrigues:



Para chegar à sentença de 22 anos e três meses, a juíza Marixa Fabiana Rodrigues considerou também três anos e três meses em regime aberto pelo sequestro e cárcere privado de Bruninho e um ano e seis meses pela ocultação de cadáver, também em regime aberto. Em outra projeções, considerando a necessidade de cumprimento de 2/5 da pena (sete anos), e um ano de remissão por trabalhar na Penitenciária Nelson Hungria, ele pode ter direito de pedir a progressão de pena em quatro anos, em 2017. Já na avaliação do promotor Henry Wagner Vasconcelos, considerando outros itens referentes à pena, como a adição de 1/6 correspondente às outras penas (sequestro do filho e ocultação de cadáver de Eliza), e os dias úteis trabalhados, Bruno poderia ter direito ao benefício em cinco anos.


Recursos

Pouco depois do anúncio da sentença, que foi dada na madrugada desta sexta-feira, Dia Internacional da Mulher, os advogados do goleiro e o promotor anunciaram que pretendem recorrer da sentença. O defensor de Bruno, Lúcio Adolfo, disse que vai encaminhar um pedido de anulação do júri para o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e, caso necessário, deve recorrer às instâncias superiores contra a decisão. Em entrevistas à Rede Globo, Henry Vasconcelos anunciou que a promotoria vai entrar com um recurso na segunda-feira. Ele não concorda com a redução que Bruno teve na pena e acredita que a culpabilidade pede uma punição mais severa, no mínimo 30 anos.

Caso Bruno terá novos julgamentos nos próximos meses

Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, apontado como executor de Eliza Samudio, está preso desde 2010 em São Joaquim de Bicas, na Grande BH. Ele aguarda o julgamento que acontecerá no dia 22 de abril. Durante o julgamento desta semana, Bruno citou o ex-policial civil como assassino da modelo.

Ex-funcionários do goleiro, Elenilson da Silva e Wemerson Marques, o Coxinha, também serão julgados, mas estão em liberdade. Eles irão a júri popular em 15 de maio, pelo sequestro e cárcere privado de Bruninho. Moradores de Ribeirão das Neves, os dois trabalham na região.

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