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Estado de Minas

Promotor aposta em pena mínima de 30 anos para o goleiro Bruno

"Não há sequer um traço de confissão nas palavras dele", afirmou Vasconcelos


postado em 06/03/2013 23:49

Promotor irá recorrer caso seja concedida qualquer redução de pena(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
Promotor irá recorrer caso seja concedida qualquer redução de pena (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)

Pelo menos 30 anos de prisão. É esta a pena que o promotor Henry Vasconcelos espera para o goleiro Bruno Fernandes. Ele afirmou que não houve confissão por parte do réu e que, portanto, irá recorrer caso seja concedida qualquer redução de pena para o acusado. A acusação irá reforçar no debate que o ex-atleta foi o mandante do crime.

"Não há sequer um traço de confissão nas palavras dele", afirmou o promotor. Segundo Vasconcelos, Bruno apenas relatou ter aceitado o fim dado à Eliza Samudio quando foi inteirado sobre a execução comandada por Macarrão. "Não é de peso na consciência que se faz uma confissão", avaliou ao comentar a declaração do acusado de que se sentia culpado pelo crime.

O promotor, no entanto, ponderou a relevância de Bruno ter delatado o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola. Porém, destacou que esta não foi a primeira vez que o nome do executor foi citado. Ele lembrou que no primeiro depoimento prestado pelo primo do goleiro, Sérgio Rosa Sales, na presença de dois advogados, Bola já havia sido apontado como o assassino. Vasconcelos destacou que isto não há benefício para esta delação simples.

Sobre a sentença para o acusado, o promotor disse que espera a mesma pena base dada a Macarrão, de 20 anos. Porém, vai defender o agravante de Bruno ter sido o mandante do crime, o que aumenta a pena, assim como o fato do sequestro de descendente, já que o acusado tinha plena consciência de que Bruninho era seu filho.

Tiros no pé

Para o promotor Henry Vasconcelos, a defesa de Bruno deu dois "tiros no pé". O principal deles seria ter orientado o réu a se manter calado durante as perguntas de advogados e do Ministério Público, o que, segundo ele, não se justifica quando se é julgado por um corpo de jurados, formados por pessoas leigas. "É do senso comum que quem cala consente", lembrou o promotor.

O segundo tiro no pé apontado pela acusação é a retirada de Bruno do plenário por seus defensores durante as perguntas de Ércio Quaresma, advogado que defende Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, o que, na avaliação do promotor, foi uma falta de respeito com os presentes.

No entanto, Henry admite que, com o que chamou de "pseudoconfissão" do réu, a defesa de Bruno pode perceber o erro na estratégia e pedir para que o goleiro preste um novo depoimento nesta quinta-feira.

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