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Estado de Minas

Promotor garante que Bruno estava na cena da morte de Eliza

Responsável pela acusação afirma que confissão do goleiro é irrelevante, pois provas são suficientes para condená-lo


postado em 06/03/2013 01:35 / atualizado em 06/03/2013 07:24

Promotor afirma que Dayanne confessou o crime em seu depoimento (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A.Press)
Promotor afirma que Dayanne confessou o crime em seu depoimento (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A.Press)

O promotor Henry Wagner Vasconcelos avaliou que o depoimento de Dayanne Rodrigues, ex-mulher de Bruno Fernandes, foi fundamental para a condenação dela e do goleiro. Segundo ele, a mulher reconheceu o sequestro e cárcere do Bruninho. Além disso, contribuiu para que a acusação possa provar que o jogador não só foi o articulador de toda a trama, como estava presente no momento em que Eliza Samudio foi estrangulada.


“A participação do Bruno foi determinante, elementar, motivadora, de todos os acontecimentos que encejaram o sequestro e cárcere privado de Eliza e seu bebê e que repercutiram no assassinato e na ocultação subsequente do seu cadáver. Tudo aconteceu por causa do Bruno, em função de Bruno e por determinação dele”, garantiu o promotor.

Henry Vasconcelos lembrou que nos primeiros depoimentos prestados por Sérgio Rosa Sales, primo do goleiro, à polícia civil, ele afirmou que Bruno também foi até a casa do Policial Civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, em Vespasiano, para onde Macarrão e Jorge Luiz levaram Eliza e o bebê. Segundo o promotor, em seu depoimento Dayanne procurou manter o ex-marido fora da cena do crime. “Ela mentiu”, garante.

Durante o interrogatório desta terça-feira, Dayanne contou que depois de Eliza ser levada embora do sítio por Macarrão e Jorge em um EcoSport, ela saiu com Flávio em um New Beetle para levar a mulher de Macarrão ao hospital. Cinco minutos depois de retornarem à propriedade, disse que também voltaram os dois comparsas de Bruno, trazendo de volta apenas o bebê. O promotor, no entanto, apontou cópia do registro da portaria do condomínio do sítio onde constava que Flávio chegou no sítio naquela noite em um Uno e que foi Bruno quem retornou à propriedade dirigindo o New Beetle. Se mostrando muito nervosa, Dayanne confirmou que Flávio chegou no Uno, mas garantiu que foi ele quem conduziu o outro veículo. “Eles podem até ter anotado Bruno, mas foi o Flávio”, disse.

Ligações telefônicas são prova

Segundo o promotor, o registro de ligações entre os réus na noite em que Eliza foi morta demonstra que Bruno também foi até a casa de Bola. Sete minutos depois que Macarrão e Bola já estavam juntos, Dayanne estabeleceu um contato telefônico com duração de 51 segundos com alguém que estava na mesma área dos outros dois acusados. “Não podemos afirmar que o diálogo foi entre Jorge de Dayanne. Certamente não foi Macarrão, pois ele estava com o celular dele, tanto que fez várias ligações para Bola”, disse o promotor, sugerindo que era Bruno quem usou conversou com Dayanne.

Questionado sobre uma possível confissão de Bruno durante o interrogatório desta quarta-feira, o promotor afirmou que ela  é irrelevante para a acusação. “A promotoria de Justiça acredita que a prova é forte, vigorosa, e que é dispensável a versão do Bruno para a condenação dele”, garantiu.

Dayanne confessa sequestro

Dayanne foi ouvido por aproximadamente quatro horas(foto: Renata Caldeira/TJMG)
Dayanne foi ouvido por aproximadamente quatro horas (foto: Renata Caldeira/TJMG)
Para o promotor, a ex-mulher de Bruno admitiu em seu depoimento ter sequestrado e mantido em cárcere o filho de Eliza Samudio e do goleiro. “Dayanne, no mínimo, reconheceu que pelo menos a partir do momento que tomou conhecimento que a criança era procurada pela polícia, e já orientada por Macarrão para não proporcionar a qualquer policial que fosse informações sobre a criança, ela incidiu no crime de sequestro e cárcere privado”, segundo o promotor, ao mentir para a polícia ela tinha a intenção de mantê-lo no cárcere, o que configura dolo.

Em seu depoimento, Dayanne revelou que quando ficou sabendo que a polícia estava atrás dela devido ao sumiço do filho de Eliza, Bruno e Macarrão mandaram ela negar a qualquer policial o paradeiro da criança. Ela obedeceu a ordem e manteve a negativa nos primeiros depoimentos que prestou à polícia.


 

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