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Estado de Minas

Bola diz para juíza que nunca mandou matá-la


postado em 13/07/2011 15:59 / atualizado em 13/07/2011 16:19

O ex-policial foi ouvido nesta quarta-feira no Fórum de Contagem(foto: TV Alterosa/Reprodução)
O ex-policial foi ouvido nesta quarta-feira no Fórum de Contagem (foto: TV Alterosa/Reprodução)
O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, um dos réus no processo sobre desaparecimento de morte de Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno Fernandes, declarou que a história de ele querer matar a juíza Marixa Rodrigues, o Delegado Edson Moreira e outras pessoas ligadas no caso,  é invenção. A declaração foi dada na tarde desta quarta-feira em uma audiência de instrução e julgamento no Fórum de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde  acusado de matar a tiros o carcereiro Rogério Martins Novelo, em maio de 2000.

A sessão terminou por volta das 14h. Foram ouvidas duas testemunhas, a irmã e um funcionário da vítima. A irmã de Rogério confirmou que foi mesmo o ex-policial que assassinou seu familiar. Ela disse que já havia o identificado pela televisão durante a repercussão do Caso Bruno. Já o funcionário da vítima, declarou não ter condições de declarar se foi Bola que efetuou os disparos. Os depoimentos aconteceram sem a presença do réu, que teve de deixar a sala a pedidos das testemunhas.

Ao fim da sessão, o ex-policial ficou emocionado ao abraçar um dos filhos que assistia a audiência. Depois de um longo abraço seguido de choro, Bola se virou para a Juíza Marixa Rodrigues, responsável pelo processo e a mesma que atua no Caso Bruno, e disse que a história de ele querer matá-la é invenção. Ele afirmou que respeita muito a juíza e que não mandou matar nem ela e nem ninguém.

A denúncia de que Bola planejava matar algumas pessoas ligadas ao Caso Bruno foi feita pelo advogado José Arteiro Cavalcante Lima, assistente de acusação do caso, em abril deste ano. Arteiro protocolizou um documento no Tribunal do Júri de Contagem relatando que as informações chegaram a seu conhecimento a partir do relato do presidiário Jáilson Alves de Oliveira, que está preso na Penitenciária Nelson Hungria e divide cela com Marcos Aparecido. Os planos do ex-policial civil contavam com a participação de traficantes do Rio de Janeiro.

Após a sua saída do Fórum de Contagem, Bola afirmou a imprensa que é inocente. Ele disse que nunca teve acusações e de uma hora para outra apareceram várias. O ex-policial ainda contou que está sendo ameaçado na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, onde está preso pela morte de Eliza Samudio.

Marcos Aparecido ainda terá de voltar ao Fórum de Contagem, para dar continuidade as oitivas. A próxima audiência foi marcada para 12 de agosto. Serão ouvidas três testemunhas, uma de acusação e duas de defesa. Há também a expectativa que Bola preste depoimento.

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