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Estado de Minas

Conheça o álbum Let it be (1970)


postado em 23/11/2012 07:59

(foto: Divulgacao / Beatles)
(foto: Divulgacao / Beatles)

Quando Let it be foi lançado, em 8 de maio de 1970, a banda já não existia. Inclusive, Paul McCartney já tinha lançado seu primeiro álbum solo, um mês antes e comunicado oficialmente sua saída do grupo, que já não produzia nada desde agosto de 1969. Conflitos em virtude da gravação deste álbum (que boa parte ocorreu no início de 1969, gravado antes de Abbey road) levou o grupo à sua dissolução. De acordo com Steve Turner, no livro The Beatles – A história por trás de todas as canções, Allen Klein, que se tornou empresário do grupo (contra a vontade de Paul McCartney, o que aumentou o desgaste interno) não gostou da qualidade do material que Glyn Johns (que Paul tinha convidado) editou e trouxe Phil Spector para reforçar a produção.

Quando Paul ouviu o que Spector fez com The long and winding road, pediu que a versão original fosse retomada. Como teve seu pedido ignorado, Paul saiu da banda.

Antes de seu lançamento, o disco se chamava Get back e possuía sequência das músicas e arranjos diferentes. Seu lançamento foi adiado em virtude de interesses pessoais da banda e interesses comerciais da gravadora.

Os ensaios do que seriam Let it be / Abbey Road foram tensos, inclusive George Harrison abandonou o grupo, sendo convencido a voltar após acatarem suas opiniões. Billy Preston, que também participou das sessões em Abbey Road, também está presente em Let it be. O álbum foi um grande sucesso, só nos Estados Unidos, 4 milhões de cópias foram requisitadas antecipadamente. Chegou ao topo do ranking em diversos países. Dentre as canções, destacam-se o grande sucesso de Let it be (último single da banda, que chegou ao número 1 das paradas), Two of us (que originalmente se chamava "On our way home"), Dig a pony (anteriormente "All I want is you"), I me mine (de George, que posteriormente virou título de sua autobiografia), One after 909 (que foi composta por Lennon-McCartney em 1957) e I got a feeling (início da canção de Paul e final - “Everybody had a hard year” - de Lennon). Já Across the universe foi influenciada pelo interesse da banda em meditações transcendentais. Em entrevista à revista Rolling Stone, Lennon considerou esta música como uma das "melhores letras que já escreveu". The long and winding road foi o centro de toda a polêmica com a pós-produção de Phil Spector inserindo inúmeros violinos, violoncelos, trombones, trompetes, guitarras e coral de 14 mulheres, sem ao menos perguntar a opinião de Paul, o compositor da música. A forma "despretensiosa" na qual Lennon grava o baixo na música também foi motivo de polêmica. O álbum se encerra com Get back, que Paul firmou ser uma canção política. De acordo com Lennon, em entrevista a David Sheff, no livro All we are saying: the last major interview with John Lennon and Yoko Ono, “quando Paul cantava o refrão 'get back to where you once belonged', olhava sempre para Yoko”. Lei it be... Naked Em 2003 foi lançado Let it be... Naked, projeto de Paul McCartney, que considerou a produção de Phil Spector em Let it be não correspondia aos anseios do grupo. Todas as músicas tiveram mudanças, as mais perceptíveis foi a versão mais “limpa” e “leve” de The long and winding road, além da inclusão de Don't let me down e da exclusão de Dig it e Maggie mae. A ordem de execução das músicas também foi alterada, sendo condizente com o que a banda gostaria, de acordo com Paul. Assista ao videoclipe de Let it be:

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