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Estado de Minas ENSINO HÍBRIDO

Sala de aula invertida


21/11/2021 04:00 - atualizado 18/11/2021 14:58



Com as restrições impostas pela pandemia, crianças e jovens foram afastados do convívio nos ambientes educacionais, forçando a transição dos processos de ensino e aprendizado para o modo remoto, com aulas a distância, pela internet. 

Alfredo Freitas
Diretor da universidade americana Ambra University, Alfredo Freitas é especialista em educação e tecnologia (foto: Ambra University/Divulgação)


Agora, com a volta das aulas presenciais, o formato híbrido se torna uma realidade cada vez mais palpável. Mesclar as vantagens do modelo on-line com o modelo ao vivo parece ser um bom caminho.

O conceito do ensino híbrido passa muito pela ideia da sala de aula invertida: a etapa meramente expositiva, de conteúdo, acontece via internet, e o feedback dos professores para os alunos no momento presencial – o professor consegue identificar rapidamente o que o estudante conseguiu adquirir em termos de conhecimento e perceber se alcançou o nível de aprendizado necessário. É o que esclarece o especialista em educação e tecnologia, diretor da universidade americana Ambra University, Alfredo Freitas.

Para Alfredo, antes da pandemia, um ponto de vista educacional considerado por muitos correto era de que as instituições de ensino utilizavam a internet para a massificação dos processos de aprendizagem. Quando a pandemia começou, isso mudou.

Muitos grupos de educação acabaram criando turmas on-line, lembra Alfredo, modelo que vários estudos indicavam como o melhor, no momento, para manter um ensino de qualidade, na medida em que os tutores se dedicassem a ele. "Já o modelo híbrido começa a trazer melhorias com as vantagens da parte digital e dos encontros presenciais, que se complementam, variando conforme cada prática", diz.
 

"O modelo híbrido começa a trazer melhorias com as vantagens da parte digital e dos encontros presenciais, que se complementam"

Alfredo Freitas, diretor da universidade americana Ambra University


 
A instituição deve escolher ferramentas e criar um processo educacional adequado a seus objetivos. "É preciso ter um processo de controle e verificação constante que avalie se de fato está sendo feito o que foi planejado, se de fato os estudantes estão aprendendo.

Do ponto de vista dos estudantes, o desafio é conseguir perceber a proposta de valor de cada instituição, antes de ingressar em um curso. Para os professores, é se posicionar e compreender os processos de cada instituição e escolher as que estão alinhadas com seus princípios e valores acadêmicos. 

Para o especialista, o principal diferencial do modelo híbrido de ensino é unir as boas técnicas e vantagens do ensino via internet com o contato físico presencial que, especialmente para jovens, é tão importante na construção dos laços sociais.

ACESSO À INTERNET


Entre os problemas, também o acesso deficitário à internet, uma realidade bem conhecida no Brasil. Quem tem o acesso, naturalmente encontra mais oportunidades, e essa é uma situação que evidencia ainda mais os abismos entre as classes econômicas, diz. 

"As novas políticas públicas devem considerar que o aluno precisa conseguir receber a escola e o conhecimento dentro de sua casa", diz. E completa: "Quando falamos em educação pública, é preciso oferecer não só o acesso, mas orientações de como usar a internet, alternativas para escutar, acompanhar e conversar com cada estudante para que ele de fato consiga organizar e tirar o melhor proveito disso."



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