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Estado de Minas EDUCAÇÃO

Mostras de profissões usam criatividade para manter ensino e evitar a COVID

UFMG recorre ao mundo virtual e UniBH a pequenos grupos para evitar maiores riscos com aglomerações


04/03/2021 06:00 - atualizado 04/03/2021 07:33

'A universidade tem por missão a formação de pessoas que vão transformar e atender nossa sociedade em várias ações, passando pela pesquisa e atuando junto à sociedade por meio da extensão universitária, que é o ato de levar para a comunidade o conhecimento produzido e de interagir com outras formas de conhecimento em todas as áreas do saber' - Sandra Regina Goulart Almeida, reitora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press - 13/4/20 )
'A universidade tem por missão a formação de pessoas que vão transformar e atender nossa sociedade em várias ações, passando pela pesquisa e atuando junto à sociedade por meio da extensão universitária, que é o ato de levar para a comunidade o conhecimento produzido e de interagir com outras formas de conhecimento em todas as áreas do saber' - Sandra Regina Goulart Almeida, reitora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press - 13/4/20 )

Nem as tradicionais mostras de profissões escaparam do desafio de se reinventar em tempos de pandemia. Instituições de ensino superior estão usando e abusando da criatividade para “abrir suas portas” e mostrar aos potenciais novos alunos sua estrutura, sempre dando aquela ajudinha na escolha da carreira. Por meio virtual ou em pequenos grupos, numa visita praticamente exclusiva, as iniciativas são bom caminho para quem aguarda o resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ou se prepara para concluir o ensino básico.

O “tour” é impressionante já no primeiro clique: toda a imensidão sentida quando se põe os pés no câmpus Pampulha da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com aquelas tantas indicações de direções e prédios, mas em escala superior. E por superior entenda-se bem a primeira definição do “Aurélio”: “Num lugar mais acima”. De carona num drone, é possível ver a universidade sob outro ponto de vista: unidades e faculdades se destacam em meio à densidade vegetal, cercadas por grandes corredores viários de Belo Horizonte. Uma gigante que só vendo de cima para entender.

A Mostra Sua UFMG, que no ano passado reuniu cerca de 30 mil pessoas na Pampulha, ocorre em formato totalmente virtual até amanhã. Ela oferece passeios aéreos, sobrevoos de drones pelos câmpus, imersão nas unidades acadêmicas, salas de aulas, bibliotecas, laboratórios e espaços de lazer, de cultura e de esportes por meio de fotografias em 360 graus. Uma viagem que termina em pouso firme: uma trilha do conhecimento pelos 91 cursos de graduação, em formato de webstories. 

Na palestra inaugural na segunda-feira, a reitora Sandra Regina Goulart Almeida destacou que a UFMG é muito mais que um espaço de educação profissional. “Vocês também vão conviver com outros conhecimentos e modos de produção de conhecimento. Universidade é unicidade e diversidade”, disse aos estudantes que acompanhavam pela internet. “A universidade tem por missão a formação de pessoas que vão transformar e atender nossa sociedade em várias ações, passando pela pesquisa e atuando junto à sociedade por meio da extensão universitária, que é o ato de levar para a comunidade o conhecimento produzido pela UFMG e de interagir com outras formas de conhecimento em todas as áreas do saber”, explicou.

A plataforma virtual tem caráter permanente e visa atender à demanda dos próprios estudantes, especialmente de outros estados brasileiros. No fim do mês, sai o resultado do Enem e em abril serão abertas as inscrições para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu). O acervo da mostra vem sendo produzido desde o ano passado e oferece videodescrição para pessoas cegas.

Ao longo desta semana, às 9h30 e às 14h, são organizadas mesas de conversas virtuais para tirar dúvidas sobre o ingresso no ensino superior e discutir assuntos diversos, como vida acadêmica, intercâmbio, inclusão e política de assistência estudantil (moradia universitária, auxílio para alimentação e transporte e ações de apoio aos estudantes indígenas, quilombolas e com deficiência, entre outros programas).

Amanhã, os candidatos a calouros poderão ouvir dos veteranos sobre a experiência de estudar na UFMG. A transmissão da programação tem tradução simultânea para a língua brasileira de sinais (Libras), feita pela equipe de intérpretes do Núcleo de Acessibilidade e Inclusão (NAI).

Visita guiada ao hospital veterinário


'Em 20 anos de docência, algo que todos os meus estudantes sempre pediram é a prática. E aproximá-la de quem precisa é importante para motivação e compreensão. O calouro e o pré-vestibulando têm sempre a impressão de que medicina veterinária é romântica: cuidar do bichinho sem ter a responsabilidade com o animal. E não é isso' - Breno Mourão de Sousa, coordenador do curso de medicina veterinária do UniBH(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
'Em 20 anos de docência, algo que todos os meus estudantes sempre pediram é a prática. E aproximá-la de quem precisa é importante para motivação e compreensão. O calouro e o pré-vestibulando têm sempre a impressão de que medicina veterinária é romântica: cuidar do bichinho sem ter a responsabilidade com o animal. E não é isso' - Breno Mourão de Sousa, coordenador do curso de medicina veterinária do UniBH (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)

Como há aprendizados que só pondo a “mão na massa” para explicar, o curso de medicina veterinária do UniBH fez uma opção diferente: criou alternativa para que os futuros médicos-veterinários vejam ao vivo e em cores os desafios da profissão. Sem a multidão de anos anteriores, as ações começam amanhã com visita guiada ao hospital veterinário do centro universitário, no bairro Buritis, Região Oeste de Belo Horizonte.

Para quem pensa em ser cirurgião, a oportunidade de conhecer um bloco operatório e ver os primeiros passos de uma cirurgia em animais é no dia 11. O curso promoverá ainda simulação de emergência para mostrar e ensinar como funcionam as técnicas de resgate animal, no dia 26, no Complexo Médico Veterinário do UniBH. O coordenador do curso, Breno Mourão de Sousa, lembra que as visitas serão feitas em grupos de no máximo quatro pessoas, respeitando todos os protocolos de segurança sanitária.

Complexo médico veterinário do UniBH receberá grupos de, no máximo, quatro pessoas, diz o coordenador do curso de medicina veterinária, Breno Mourão de Sousa(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
Complexo médico veterinário do UniBH receberá grupos de, no máximo, quatro pessoas, diz o coordenador do curso de medicina veterinária, Breno Mourão de Sousa (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)


Além de um potencial universitário, cada grupo contará com um calouro e um veterano. “Em 20 anos de docência, algo que todos os meus estudantes sempre pediram é a prática. E aproximá-la de quem precisa é importante para motivação e compreensão”, afirma. “O calouro e o pré-vestibulando têm sempre impressão de que a medicina veterinária é romântica: cuidar do bichinho sem ter a responsabilidade com o animal. E não é isso.”

Os participantes poderão ver como segurar o animal e tratá-lo, independentemente da espécie – de periquitinho de 10 gramas a um boi de 700 quilos. Além de aprender, claro, os fundamentos da profissão de médico-veterinário: cuidado e zelo. “Todas as áreas da carreira tendem a ser abrangidas nesse processo. Queremos dar ao veterano, calouro e pré-vestibulando a motivação inicial de semestre e a esses dois últimos a chance de começar o mais cedo possível a prática.”

Inscrições


Mostra Sua UFMG  

Mostra guiada do curso de medicina veterinária do UniBH 


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