Plano inicialmente envolverá 13 cadeias produtivas.
Roque de Sá/Agência Senado
Carlos Fávaro, ministro da Agricultura, anunciou o lançamento do plano de descarbonização da agricultura, denominado Carbono + Verde, que inicialmente envolverá 13 cadeias produtivas. "Começaremos com 13 cadeias produtivas, mas nossa intenção é expandir para todo o setor, fortalecendo as boas práticas e abrindo mercados mais exigentes, valorizando nosso principal ativo, que é o clima", afirmou Fávaro no evento de lançamento da consulta pública do Programa Nacional de Cadeias Agropecuárias Descarbonizadas.
O programa busca conferir credibilidade e transparência à produção agropecuária de baixa emissão de carbono. Fávaro mencionou que, durante os próximos 60 dias, a população poderá contribuir e participar do processo de descarbonização, inicialmente voltado para 13 cadeias produtivas.
De acordo com o ministro, o Carbono Verde será um marco na descarbonização do setor produtivo e premiará aqueles produtores que adotarem boas práticas ambientais. "A maioria dos produtores já segue essas práticas e deseja avançar. O programa, em um futuro próximo, oferecerá certificações aos produtores, garantindo que possam acessar mercados mais exigentes e gerar oportunidades econômicas", comentou.
Fávaro ressaltou que o lançamento da consulta pública acontece no Dia Internacional do Meio Ambiente, como uma contribuição do Ministério da Agricultura para a data. "O presidente Lula tem nos solicitado o resgate da credibilidade dos nossos produtores, buscando uma produção sustentável e mostrando ao mundo as boas práticas que já existem no setor produtivo", declarou.
O ministro garantiu que haverá aplicação rigorosa da lei para aqueles produtores que continuarem desrespeitando o meio ambiente. "Sabemos que alguns, embora poucos, mas barulhentos, desrespeitaram o Código Florestal, insistiram em queimadas, desmatamento ilegal e invasões de terras públicas e indígenas. Tudo isso está sendo combatido com comando e controle, realizado com competência pelo Ministério do Meio Ambiente, pela Funai e pelo Ministério da Justiça", concluiu.
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