Brasileiros estão mais otimista de que a vida irá melhorar este ano.
Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press
Brasileiros acreditam que a vida pessoal vai melhorar em 2023, afirma pesquisa da RADAR Febraban, feita entre os dias 4 e 14 de fevereiro, com 2 mil pessoas, nas cinco regiões do país.
A maioria dos entrevistados (73%) estão otimistas na melhora de aspectos pessoais e familiares. Em contraponto, quando a pergunta é sobre o país, apenas 53% da população esperam que o Brasil melhore neste ano. Para 43%, ficará igual ou pior.
Os jovens entre 18 a 24 anos são os mais esperançosos, chegando à marca de 80% de expectativa de melhora.
Avaliação do atual governo
A pesquisa aponta perspectivas positivas das pessoas diante do novo governo de Lula: 49% dos brasileiros acreditam que a gestão será ótima ou boa em 2023.
Um resultado parecido com a avaliação do atual governo, quase completando dois meses de mandato: até agora, a população aprova em 51% a gestão.
Uma em cada dez pessoas (40%) avalia a nova gestão do governo federal como ótima ou boa. Do outro lado, 28% classificam como ruim ou péssima, e outros 27% fazem uma avaliação regular.
Em relação ao dinheiro que sobra no orçamento, 38% dos brasileiros pretendem investir na compra de imóvel, uma tendência que vem sendo constatada desde setembro de 2021.
Em seguida, os investimentos bancários fora a poupança (20%) são a segunda opção da população. Empatados em terceiro lugar, estão a poupança e a reforma da casa, com 19% das escolhas.
Áreas que merecem maior atenção
Áreas que o Governo Federal deveria dar mais atenção neste ano:
Saúde: 23%;
Emprego e Renda: 20%;
Educação: 18%;
Fome/Miséria: 11%;
Inflação e Custo de Vida: 10%.
A educação na última estimativa ocupava a primeira posição, tendo uma queda significativa. A área de saúde obteve aumento de 6 pontos percentuais, enquanto Emprego e Renda obtiveram aumento de 5 pontos nas menções.
Situação econômica
A maioria opina que sua situação financeira já se recuperou ou irá se recuperar em 2023, mas quase metade acredita que a economia só irá se recuperar a partir do próximo ano.
38% dos respondentes apostam numa recuperação em 2023;
19% opinam que essa recuperação já aconteceu;
25% mostram-se menos entusiasmados, vislumbrando essa recuperação somente a partir do ano que vem;
5% não avistam perspectivas de recuperação;
9% mais otimistas opinam que a vida financeira sequer foi afetada.
Quando o assunto é a economia nacional:
47% acreditam que a recuperação só acontecerá a partir do ano que vem;
26% acreditam que a economia irá se recuperar esse ano;
10% opinam que a economia já se recuperou;
10% não veem perspectivas de recuperação.
Retomada do crescimento
35% apostam na retomada do crescimento do país em 2023;
33% creem que o país só voltará a crescer depois do próximo ano;
18% acreditam que o país já voltou a crescer;
8% não veem perspectivas de recuperação do país.
As expectativas sobre os diversos aspectos econômicos para os próximos seis meses mantiveram-se estáveis
Diminuição do desemprego: em tendência crescente desde a onda de junho de 2022 (quando registrou 29%), oscilou de 39% em dezembro para 40% agora, registrando o maior percentual da série histórica.
Aumento de acesso ao crédito: também crescente desde junho de 2022 (37%), variou 1 ponto em relação a dezembro (de 40% para 39%).
Aumento do poder de compra: registrou maior percentual da série histórica em dezembro (36%), diminuindo agora para 35%.
Diminuição da taxa de juros: registrou maior percentual da série histórica em dezembro (25%), caindo agora para 21%. Mais da metade da população (51%) acha que os juros vão aumentar.
Diminuição da inflação e do custo de vida: registrou maior percentual da série histórica em dezembro (29%), recuando agora para 26%. Quase metade (47%) acha a inflação e custo de vida irão aumentar.
Salário-Mínimo:46% acham que vai aumentar e 43% que não haverá alterações.
Acesso ao Bolsa Família: 37% avaliam que irá crescer e 33% que não haverá alterações.
Especificamente sobre a questão da inflação e o preço dos produtos, a percepção de aumento, que atingiu seu percentual máximo em junho de 2022 (93%), caiu para 79% em dezembro e registra agora 64%.
Onde há maior impacto da inflação?
Consumo de alimentos e outros produtos do abastecimento doméstico (76%)
Preço dos combustíveis (30%)
Pagamento de serviços de saúde e remédios (22%)
Juros do cartão de crédito, financiamentos e empréstimos (10%)
Endividamento pessoal
Mais da metade dos brasileiros (53%) possui alguma dívida, sendo que 56% são mulheres; 59% na faixa de 25 a 44 anos; 58% entre os que possuem fundamental; e 57% entre os que têm renda até 2 salários mínimos.
A maioria (53%) dos que têm dívidas acredita que em 2023 estará menos endividada que em 2022, enquanto somente 15% responderam que estariam mais endividados esse ano do que no ano passado.
A disposição para participar de algum programa de refinanciamento chega a 67%.
Consumo
Numa possível melhora da situação financeira, quais seriam as opções dos brasileiros para usar eventuais sobras no orçamento?
Compra de imóvel (38%)
Aplicação em outros investimentos bancários fora a poupança (20%)
Aplicação na poupança (19%)
Reforma da Casa (19%)
Cursos e educação pessoal e da família (14%)
Viagens (11%)
Compre de carro (10%)
Imagem dos bancos
Permanece expressivo o reconhecimento da contribuição positiva dos bancos para as pessoas e para o país. Constituem maioria os entrevistados que confiam nos bancos (59%), nas fintechs (57%) e nas empresas privadas (51%).
Quanto ao reconhecimento da contribuição positiva dos bancos:
Para o desenvolvimento da economia brasileira: 56% consideram que os bancos contribuem positivamente.
Para a geração de empregos no Brasil: 51% consideram que os bancos contribuem positivamente.
Para a melhoria da qualidade de vida das pessoas: 49% consideram que os bancos contribuem positivamente.
No enfrentamento à crise do coronavírus: 48% consideram que os bancos contribuem positivamente.
Para os negócios e atividades profissionais: 47% consideram que os bancos contribuem positivamente.
Mais uma vez, mantém-se em patamar bastante elevado o nível de satisfação da população bancarizada com os serviços prestados pelos bancos: 73% dizem-se satisfeitos ou muito satisfeitos, maior percentual desde o início da série histórica. O nível de satisfação é ainda mais elevado quanto ao atendimento online: 79% declaram-se satisfeitos ou muito satisfeitos.
Golpes e tentativas de golpes
Cerca de um terço dos brasileiros já foi vítima de golpes ou tentativas de golpes. Segue estável a proporção de brasileiros que relatam ter sido vítimas de golpes ou tentativas de golpes (31%, contra 30% em dezembro).
O golpe de clonagem ou troca de cartões continua sendo o mais frequente: 48%. Já a situação em que alguém se faz passar por um conhecido solicitando dinheiro por WhatsApp tem 26% das menções.
O terceiro golpe mais citado é o da central falsa em que alguém pede seus dados por telefone: 25%.
Outros tipos de golpes tiveram menos de 10% das menções em todos os segmentos.
A maioria dos entrevistados (56%) afirma ter recebido algum material de comunicação de seu banco ou de outra entidade alertando contra esses tipos de crimes. É quase unânime entre os receberam esse tipo de material a percepção de sua importância para a prevenção ou para a atitude da vítima diante da ocorrência (94%).
O levantamento de fevereiro na íntegra do RADAR Febraban, pesquisa FEBRABAN News-IPESPE pode ser acessado neste link. Para os interessados que queiram ver um recorte regional pode ser acessado neste documento.
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