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Estado de Minas IMPACTO ECONÔMICO

Ecossistema do Youtube contribuiu com R$ 3,4 bi para o PIB do país em 2020

Estudo desenvolvido pela plataforma em parceria com a Oxford Economics aponta que produção de conteúdo no site gerou o equivalente a 122 mil empregos


16/09/2021 19:37 - atualizado 16/09/2021 19:57

Número de criadores de conteúdo no YouTube que ganharam mais de R$ 10 mil por mês aumentou 70% em 2020, em relação ao ano anterior
Número de criadores de conteúdo no YouTube que ganharam mais de R$ 10 mil por mês aumentou 70% em 2020, em relação ao ano anterior (foto: Pixabay)
Um levantamento divulgado pelo YouTube nesta quinta-feira (16/9) apontou que o ecossistema da plataforma de vídeos do Google contribuiu com R$ 3,4 bilhões para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de 2020, que foi de R$ 7,4 trilhões. Segundo o estudo, desenvolvido pelo instituto Oxford Economics, o site gerou ainda o equivalente a 122 mil empregos em período integral no mesmo intervalo de tempo. 

Para chegar aos dados, foram feitas três pesquisas simultâneas, ouvindo 3.900 usuários, 900 criadores de conteúdo e 500 negócios ativos na plataforma. 

Os números, claro, dependem dos donos de canais, que criam conteúdos originais e são vistos por milhões de usuários. “O YouTube se tornou uma oportunidade real de os criadores de conteúdo não só viverem de suas paixões, mas construírem seus próprios negócios”, afirma Patricia Muratori, diretora do YouTube Brasil.

Esses produtores formam um grupo diverso e expressivo. Não por acaso, o número de criadores de conteúdo que ganharam mais de R$ 10 mil por mês aumentou 70% em 2020, em relação ao ano anterior. “Os vídeos da plataforma geram uma renda substancial para os criadores de conteúdo, o que por sua vez impulsiona a atividade econômica”, ressalta Patricia.

“Para que um negócio possa prosperar e ser realmente sustentável e saudável, é preciso diversificar receita. Hoje, temos mais de 10 diferentes formas de os criadores ganharem dinheiro no YouTube”, completa a diretora, destacando que, além dos anúncios, os canais ganham dinheiro também por meio repasses diretos (Shorts Fund e YouTube Premium), clubes de assinantes, stickers e chat, entre outras. 

Ferramenta de negócios


O levantamento apontou também que o YouTube se tornou uma ferramenta fundamental para negócios no país. Na avaliação de 92% dos pequenos e médios negócios que têm um canal no site, esta presença é importante para que eles sejam encontrados por seus clientes mais rápido. 

“Nós vivemos um ecossistema muito vivo e muito híbrido. Temos criadores que transformaram suas histórias em novos negócios, e temos marcas que viraram criadores. Não temos uma fórmula, mas conseguimos mostrar que a presença de criadores é muito além de um canal, e sim dos negócios que eles se tornaram”, ressalta a diretora do YouTube, Patricia Muratori. 

Um dos exemplos é o canal Padaria Sem Segredos, comandado pelo chef Paulo Junio Dourado, que tem mais de 716 mil inscritos e 16 milhões de visualizações. Além de divulgar a padaria física que ele mantém em Chapadão do Céu (GO), o sucesso do canal já permitiu a ele lucrar com cursos e treinamentos. 

“Só estudei até a sexta série, mas entendo muito de panificação. Falo de um jeito simples, ensino de um jeito simples e com ingredientes que existem em qualquer lugar do Brasil”, afirma o chef, que acumula mais de um milhão de visualizações da sua receita de bolo-caçarola. 


Expansão 


O YouTube também comemora uma franca expansão do seu alcance no Brasil. Em 2020, mais de 2 mil canais registraram mais de um milhão de assinantes. O número representa um aumento de 30% em relação ao ano anterior. Além disso, mais de 20 mil canais já superaram a marca de 100 mil inscritos, número também 30% maior do que em 2019. 


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