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Estado de Minas NOVIDADES NA COZINHA

Carne com história


postado em 12/01/2020 04:00

Recém-inaugurado, Mercatto da Praça quer ser referência em dry aged na cidade(foto: Debora Gabrich/Divulgação)
Recém-inaugurado, Mercatto da Praça quer ser referência em dry aged na cidade (foto: Debora Gabrich/Divulgação)

 
Dry aged ainda é um termo pouco conhecido em Belo Horizonte. Mas os sócios da Mercatto da Praça estão dispostos a mudar esta realidade. Inaugurada há menos de um mês, a casa de carnes na Praça Alaska, Bairro Sion, quer ser referência em dry aged na cidade. O nome diz respeito à técnica de maturação a seco em ambiente com temperatura, umidade e ventilação controladas. “Dessa forma, você tem uma carne mais macia, porque existe a quebra das fibras, e com muito mais sabor. É uma experiência gastronômica”, explica o responsável pela casa, Guilherme Maia. De entrada, o destaque fica por conta do carpaccio de pato dry aged, desenvolvido com exclusividade pelo parceiro de BH, especializado na técnica. As lâminas do peito do pato maturado são servidas com molho de laranja, picles de semente de mostarda e ciabatta. Já na parte dos grelhados estão disponíveis três cortes de carne dry aged: t-bone, prime rib e bife ancho. Todos são preparados na churrasqueira char broiler, que deixa um sabor defumado. Para acompanhar, uma das sugestões é o arroz do Mercatto. “Tudo no cardápio tem uma história, tem muita das nossas raízes. O arroz surgiu porque gosto muito de batata palha”, conta. Além da batata palha, que garante toda a crocância, a receita leva cebola, alho tostado, bacon e pedaços de costelinha. O cliente também pode pedir legumes parrilleros, farofa (feita com farinha panko), risoto do dia e batata com flor de sal e alecrim. Segundo Guilherme, a ideia é aumentar e diversificar as opções de dry aged no cardápio. Um corte que deve entrar em fase de teste  é o tomahawk.
 
Dupla inauguração

O Bairro Sion segue como nunca com a sua vocação boêmia. Só no último mês, foram inaugurados dois bares. Um deles é o Seu Carmo, na Rua Grão Mogol, dos mesmos sócios do Baiúca. “Queremos ser o passeio mais charmoso do Carmo-Sion. Um lugar descontraído para curtir um happy hour com os amigos ou almoçar no domingo com a família”, diz Rodrigo Pires. No cardápio, petiscos como pastel de carne de panela na cerveja, salmão curado e torresmo de barriga com chimichurri da casa. Para uma refeição mais reforçada, pode-se escolher entre lasanha de camarão, bacalhau com legumes ou a tradicional picanha do Baiúca. Já o Poizé, na Rua Pium-í, nasceu de um sonho antigo de Luiz Fernando Messias. Entre as opções para petiscar, bolinho de abóbora com carne seca, ceviche com batata-portuguesa e coxinha de frango salpicada de parmesão com maionese de leite.
 
Sushi burrito pode ser definido como poke enrolado em alga(foto: Gabriel Castro/Divulgação)
Sushi burrito pode ser definido como poke enrolado em alga (foto: Gabriel Castro/Divulgação)
 
 
Japão com México

Peixe cru caiu mesmo no gosto do brasileiro. Primeiro vieram os sushis e sashimis, depois entramos na onda dos temakis, fomos supreendidos pelos pokes e mais recentemente entraram na lista os sushi burritos. A invenção tem formato de burrito mexicano com recheio e alga de sushi, ou seja, é uma comida japonesa enrolada. Pode ser também definido como poke enrolado numa alga, para comer com as mãos, como explica o empresário Pedro Lacerda, dono da rede Aloha Poke, um dos lugares que oferecem o sushi burrito em Belo Horizonte. “Particularmente, prefiro mais sushi burrito que poke. Quando morde, você consegue comer todos os ingredientes ao mesmo tempo”, comenta. Um dos mais pedidos é o Aloha, que mistura arroz, proteína à escolha (salmão, peixe branco, frango, grão-de-bico ou lentilha), alface americana, cream cheese, molho da casa (que leva óleo de gergelim, molho de ostra e limão), molho teriyaki, cebolinha, gergelim, flocos de arroz e castanha-de-caju. Para quem nunca comeu comida japonesa, o sócio da Aloha Poke aconselha começar por essa combinação. O cliente também tem a opção de selecionar os ingredientes para montar na hora o seu próprio sushi burrito. Na opinião de Pedro, assim como o poke, o sushi burrito agrada por ser leve, refrescante e saudável. Pelo ritmo de expansão da empresa, dá para sentir a aceitação do público. Depois da Pampulha e Savassi, a rede inaugurou, há dois meses, a terceira loja no Coração Eucarístico. Ainda este ano, o plano é chegar ao Buritis ou até Contagem, ampliando o alcance do delivery, que representa 70% das vendas. 

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