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Sylvester Stallone vira mafioso e estrela o seriado 'Tulsa King'

Aos 76 anos, astro do cinema diz que séries lhe oferecem "algo novo", longe de Rambo e Rocky. Atração estreia neste domingo (25/12), no Paramount+


25/12/2022 04:00 - atualizado 24/12/2022 01:39

Silvester Stallone está no meio da rua, com prédios ao fundo, em cena da série Tulsa King
Dwight Manfredi (Silvester Stallone) é enviado para Tulsa, onde tem de reconstruir a vida após passar 25 anos na cadeia (foto: Paramount/divulgação)

 
Aos 76 anos, Sylvester Stallone diz não se sentir com a idade que tem. Porém, em uma cena do primeiro episódio de “Tulsa King”, série que o ator estrela e que chega ao Brasil neste domingo (25/12) pelo serviço de streaming Paramount+, ele é lembrado de que os anos se passaram da forma mais constrangedora possível.
 
Após transar com uma desconhecida pela primeira vez, em um quarto de hotel, ela fica ultrajada ao descobrir a idade dele. “Esse é um problema com o qual a minha mulher precisa lidar diariamente”, brinca o astro de filmes de ação, casado há 25 anos com Jennifer Flavin, de 54. “Estou acostumado com isso (risos).”

Mesmo assim, Stallone achou que seria interessante realizar a cena, que traz uma certa libertação ao protagonista de franquias como “Rambo” e “Rocky”.
 
Jovem garota com cabelo de corte punk e tatuagens olha para baixo em cena da série Tulsa King
Jovens do século 21 são recrutados pelo gângster para ensiná-lo a viver na era digital (foto: Paramount/divulgação)
 
 
“Vemos muitos filmes que têm homens de 75 ou 80 anos ainda sendo mostrados como sexy, mas isso não é real”, afirma. “Esta cena está muito mais próxima da realidade. E também achei que seria divertido fazer piada comigo mesmo.”
 
Entre sucessos comerciais e fracassos de bilheteria, Stallone teve carreira bastante produtiva na telona, mas fez apenas participações curtas na dramaturgia televisiva.
 
“É incrível, nunca achei que isso fosse acontecer na minha vida, mas a televisão alcançou o cinema e, em muitos casos, até o tem superado”, avalia. “Os hábitos dos espectadores têm mudado, então pensei que seria excitante achar algo novo para fazer, nada de Rambo ou Rocky, queria algo totalmente novo e fresco.”

Estreia na Máfia

Exatamente por isso, o ator imergiu pela primeira vez no universo da Máfia, a respeito do qual diz ter admiração desde sempre. “Homens se comportando mal é algo interessante”, afirma.
 
“Tem algo de extremamente machista nesse universo. Alguns deles nem são tão inteligentes, mas têm um jeito de pensar e de falar que é fascinante, porque lidam com vida e morte o tempo todo, então é quase um vício observar esse tipo de personalidade.”
 
 
 
Na série, ele interpreta o gângster Dwight Manfredi, que, depois de 25 anos na cadeia, é solto e encontra o mundo completamente mudado. Os antigos parceiros não o querem por perto e o despacham para cuidar dos negócios na pacata Tulsa, no conservador estado de Oklahoma, na região centro-sul dos Estados Unidos.
 
“Colocado no meio do nada, ele precisa reconstruir a própria vida, o que acaba sendo engraçado em alguns momentos”, adianta Stallone. Isso porque o mafioso é quase um viajante do tempo, pois não teve contato com as tecnologias que foram surgindo enquanto ele estava preso.
 
Em uma das cenas, ele se surpreende com os aplicativos de transporte. “Ele é antiquado, obsoleto, não faz parte do futuro”, explica. “Antigamente, você tinha que fazer as coisas sozinho, tinha que realmente colocar a mão na massa. Agora, dá para fazer tudo usando apenas um dedo. Isso o deixa maluco.”
 
Para se atualizar sobre como as coisas funcionam hoje em dia, o gângster escala jovens que vai conhecendo ao longo de sua jornada. “Eles o educam sobre como as coisas estão, e ele acaba abraçando o mundo deles. E vice-versa. Eu não sei chamar um Uber, mas sei fazer muito dinheiro, então vamos todos ser uma grande família feliz.”

Maconha liberada

Outra coisa que deixa o personagem surpreso é o fato de existirem lojas em que a maconha pode ser comprada legalmente. “É uma experiência, porque muito do que é vendido nesses lugares é para pessoas que não estão bem, são drogas que as ajudam”, comenta o ator, mostrando-se favorável à prática.
 
“Acho que é como o álcool. Quando usado em doses pequenas pode te acalmar, mas quando você exagera pode virar um problema”, afirma. “Não acho que todas as drogas deveriam ser legalizadas, mas não vejo grande problema com a maconha. É algo que está por aí há séculos.”
 
Na trama, Manfredi começa a extorquir o dono de uma loja de produtos de cannabis. Porém, o ator adianta que essa será apenas uma das atividades criminosas em que ele vai se meter ao longo da temporada. “Ele está só começando”, diz. “O que ele quer é empreender um negócio muito maior.”

“TULSA KING”

Primeira temporada. Série com 10 episódios, disponibilizada pela plataforma Paramount  


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