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Estado de Minas FOTOGRAFIA

Exposição de Sebastião Salgado sobre a Amazônia chega ao Brasil

Mostra já foi exibida na Europa e está agora em cartaz em São Paulo. No ano que vem, os 200 trabalhos circularão por capitais do país, incluindo BH


16/02/2022 04:00 - atualizado 16/02/2022 03:41

Visitante observa foto de Sebastião Salgado em exposição no Sesc Pompeia
Em cartaz em São Paulo até 10 de julho próximo, a mostra é composta por 200 imagens e já foi vista em Paris, Roma e Londres. Da capital paulista ela seguirá para o Rio de Janeiro (foto: Nelson de Almeida/AFP)

Foto em dimensão gigante em p&B mostra paisagem da Amazônia
A turnê pelo Brasil prevê a circulação por diversas capitais a partir de janeiro de 2023. O projeto expográfico inclui acompanhamento musical com sons que remetem à natureza (foto: Nelson de Almeida/AFP)

O fotógrafo Sebastião Salgado, nascido na cidade mineira de Aimorés e radicado em Paris, reconhecido como o mais importante nome brasileiro da fotografia, inaugurou na última terça-feira (15/2) sua exposição "Amazônia", em São Paulo.

A capital paulista é a primeira parada de uma turnê no Brasil da mostra com a qual busca conscientizar sobre a preservação da maior floresta tropical do mundo e das comunidades indígenas.

A exposição ficará em cartaz em São Paulo até 10 de julho próximo e seguirá na sequência para o Rio de Janeiro, onde permanecerá até janeiro de 2023. Em seguida, circulará por capitais de norte a sul do país, como Belém, Manaus e Belo Horizonte.

Composta por mais de 200 imagens resultantes de sete anos de trabalho, “Amazônia” foi aberta em maio de 2021, na capital francesa, e posteriormente apresentada em Roma e Londres.

Registro fotográfico da natureza na região amazônica feito por Sebastião Salgado
Os registros de Sebastião Salgado na região amazônica foram feitos ao longo de sete anos e incluem passagens por diversas comunidades indígenas. Todas as fotos são em preto e branco (foto: Nelson de Almeida/AFP)

BIOMA

 “Essas fotografias representam a Amazônia viva, do bioma, das comunidades indígenas. Nós, nesta exposição, não representamos a Amazônia morta, a destruída, das propriedades rurais”, afirmou Salgado, de 78 anos, na apresentação da mostra à imprensa, na segunda-feira (14/2).

As fotografias em preto e branco condensam uma imersão na selva, com imagens de rios, montanhas e a vida em uma dezena de comunidades indígenas, acompanhadas por uma composição musical que recria os sons da natureza amazônica.

O fotógrafo se disse "esperançoso" de que o próximo governo, a ser definido nas eleições de outubro, tenha uma "maior preocupação" com a preservação dos biomas. O desmatamento aumentou desde que Jair Bolsonaro assumiu a Presidência, em 2019, atingindo seu máximo em 15 anos, com 13.235 quilômetros quadrrados registrados no período de agosto de 2020 a julho de 2021.

Salgado pediu aos brasileiros "que prestem atenção no próximo candidato que vão eleger como próximo presidente", pois "os candidatos do Executivo atual são profundamente antiecológicos e profundamente contra as comunidades indígenas". 

 Sebastião Salgado de máscara, de pé, em meio às suas fotos expostas no Sesc Pompeia
Sebastião Salgado na apresentação da exposição à imprensa, na última segunda-feira, na capital paulista (foto: Nelson de Almeida/AFP)


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