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Estado de Minas CINEMA

Final do filme cult 'Clube da luta' é mudado na China

Versão com cortes em cartaz no país oriental 'ressuscita' personagem de Brad Pitt, elimina o caos planejado por Edward Norton e enche a bola da polícia


26/01/2022 04:00 - atualizado 26/01/2022 02:20

Atores Helena Bonham Carter e Edward Norton em cena do filme Clube da Luta
Helena Bonham Carter e Edward Norton no filme dirigido por David Fincher (foto: 20th Century/reprodução )

Com sua mensagem anarquista, “Clube da luta” se tornou filme cultuado desde sua estreia, em 1999. Mas agora, chega às TVs da China com um final alternativo, em que o governo vence e impede o caos.

A rígida censura permite a estreia de poucos filmes estrangeiros por ano na China. Em vários casos, com importantes cortes. Entre as produções modificadas recentemente está o filme dirigido por David Fincher, com Brad Pitt e Edward Norton.

Cinéfilos chineses perceberam que a versão disponibilizada recentemente na plataforma Tencent Video traz mudança que altera a mensagem anarquista e anticapitalista.

No fim original, o personagem de Norton, o Narrador, mata seu alter ego imaginário Tyler Durden (Brad Pitt) e contempla a explosão de vários edifícios, sugerindo que o plano para acabar com a civilização moderna está em andamento.

Na China, o longa termina com o assassinato de Durden. Em seguida, aparece a mensagem: “A polícia rapidamente descobriu todo o plano e prendeu todos os criminosos, evitando com sucesso a explosão da bomba”.

E acrescenta que Tyler (produto da imaginação do Narrador) foi enviado para o manicômio para tratamento psicológico e mais tarde recebeu alta.

O novo final, com o triunfo do governo, provocou indignação de chineses que assistiram a versões piratas do filme original. “É ultrajante”, afirmou um cliente da Tencent Video.

A Tencent não comentou o caso. Não está claro se a mudança foi ordenada pelos censores ou decidida pelos produtores originais do filme.

Estúdios de Hollywood costumam lançar versões alternativas de suas produções com a esperança de driblar a censura chinesa e obter lucros naquele mercado milionário.

Em 2019, várias cenas de “Bohemian rhapsody” com referências à homossexualidade de Freddie Mercury, foram eliminadas da versão chinesa. 







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