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Estado de Minas MÚSICA

Castello Branco lança disco sobre 'a vida num futuro possível'

Cantor e compositor carioca conta com diversas participações no recém-lançado 'Niska: Uma mensagem para os tempos de emergência'


15/11/2021 06:00 - atualizado 15/11/2021 08:29

O músico Castello Branco sentado numa cadeira, com o rosto entre as mãos
Castello Branco acaba de lançar o disco "Niska: Uma mensagem para os tempos de emergência", que apresenta sua proposta para a "vida num futuro possível" (foto: Thiago Takeshi/Divulgação )


"Niska: Uma mensagem para os tempos de emergência" é o título do quarto álbum de estúdio do cantor e compositor carioca Castello Branco. O trabalho, que chegou às plataformas digitais na última quinta-feira (11/11), traz à tona o discurso do movimento solarpunk e conta com as colaborações das cantoras Duda Beat, Mahmundi e Lazúli, e do cantor Rubel.

O nome do disco ajuda a entender o significado do trabalho. Niska é como Castello Branco se autobatizou, aos 7 anos, quando frequentava a Crer-Sendo, uma comunidade na zona rural de Teresópolis. O subtítulo está alinhado com a filosofia solarpunk, movimento artístico focado em como será o amanhã se a humanidade conseguir resolver seus problemas estruturais.

"A mensagem do disco é sobre a vida num futuro possível. O impossível me interessa: ver o mundo consumir de maneira consciente, agindo para resolver os principais desafios contemporâneos, entre eles a desigualdade social, as alterações climáticas e a poluição", explica o músico, no material de divulgação do álbum.

Com nove faixas distribuídas ao longo de pouco mais de 31 minutos, "Niska" crava uma visão de mundo há muito ofuscada pelos sucessivos problemas do cotidiano: a de que o futuro pode ser melhor. Com uma sonoridade alegre e esperançosa, quase dançante, Castello Branco fala com calma sobre questões importantes e retoma utopias sem se descolar da realidade.

Pausa


Na primeira faixa do disco, "4/4", o músico reflete sobre a rapidez do mundo e sugere uma pausa. "O som do fim do mundo é doido/ Quatro por quatro, apressado", diz um dos versos da música. O registro ainda inclui um áudio do filósofo indiano Jiddu Krishnamurti (1895-1986).



"Maracanã", a faixa seguinte, traz a participação da cantora e compositora carioca Mahmundi. Os dois cantam sobre fé, espiritualidade e cura.

A segunda participação do disco aparece na terceira faixa, "Valente". Trata-se da cantora Lazúli, nome artístico que Ju Strassacapa, integrante da banda paulista Francisco El Hombre, adotou em carreira solo. Na música, ela se une a Castello para prestar homenagem aos pais e amigos.  

"Criançada", lançada como single em outubro passado, é uma parceria de Castello Branco com o cantor e compositor carioca Rubel. A música crava o quanto esses dois artistas estão esteticamente alinhados em seus trabalhos, separadamente. O registro do encontro, que faz parte do disco de Castello, poderia muito bem fazer parte de um dos álbuns de Rubel.
 

Balada 


Na quinta faixa, "Isso não se faz", o disco ganha uma balada romântica crescente. O refrão, bastante pegajoso, diz: "E agora?/ Eu já me conheço, ai que droga/ Você vai disparar e eu vou atrás/ O som da sua voz é gostoso demais/ Diz pra mim: e agora?".

A verve romântica de Castello Branco, bastante explorada em "Necessidade", música de 2013 que o projetou nacionalmente, também aparece em "Me namora". A música de pegada pop conta com a participação da cantora e compositora pernambucana Duda Beat.

A faixa, que soa um pouco deslocada em meio à calmaria que o músico tenta produzir no disco, é precedida por "Kikuchi", faixa instrumental que funciona como um ponto de equilíbrio do trabalho. A música, que pode ser tratada como um interlúdio, é uma espécie de lembrete do que trata o disco. Seu título faz referência a Tomio Kikuchi (1926-2019), pai da macrobiótica.  

Na faixa seguinte, "Pode apostar", Castello Branco volta realinhado para continuar elaborando suas mensagens para os tempos de emergência. A música, cheia de experimentações sonoras, é um dos destaques do disco, assim como a derradeira "Alabastro", na qual ele canta sobre a própria infância.

"Niska: Uma mensagem para os tempos de emergência", gravado em novembro de 2020, chega ao mundo no momento em que a esperança precisa ser renovada. Com música, Castello Branco aponta para a possibilidade de um futuro melhor.

Dois anos após seu último álbum, "Sermão" (2019), o cantor e compositor faz um trabalho totalmente voltado para uma visão de mundo desafiadora e reafirma as marcas estéticas e sonoras que o acompanham também nos discos "Sintoma" (2017) e "Serviço" (2013).  Com violão e batidas eletrônicas, o músico passa suas mensagens. 

capa do CD 'NISKA: UMA MENSAGEM PARA OS TEMPOS DE EMERGÊNCIA'
(foto: Divulgação)


"Niska: uma mensagem para os tempos de emergência"

De Castello Branco 
9 faixas
Independente 
Disponível nas plataformas digitais 


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