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Estado de Minas MÚSICA

Contemporâneo do Clube da Esquina, Nelson Angelo lança 'Cantos espirituais'

Radicado no Rio de Janeiro, o músico mineiro compôs as 10 faixas de seu novo álbum em parceria com o poeta gaúcho Carlos di Jaguarão


23/10/2021 04:00 - atualizado 23/10/2021 07:49

Nelson Ângelo sentado num banco segura o violão e sorri
Radicado no Rio de Janeiro, o músico mineiro compôs as 10 faixas de seu novo álbum, em parceria com o poeta gaúcho Carlos di Jaguarão (foto: Joe Dias/Divulgação)
Um dos criadores do Clube da Esquina, o cantor, compositor e violonista mineiro, radicado no Rio de Janeiro, Nelson Angelo lança nas plataformas digitais o álbum “Cantos espirituais – Nelson Angelo convida Carlos di Jaguarão” (NAC). O disco traz 10 canções que Angelo fez em parceria com o poeta e letrista gaúcho. 

“São músicas ligadas uma na outra, contando histórias sobre espíritos. São cantos espirituais. Não é religioso, não tem nada a ver com religião, é espiritual mesmo”, explica Angelo.
 
“Quando a gente começou com a ideia de gravar, uma coisa foi puxando a outra. A minha intenção mesmo era que esse trabalho fosse infindável. Por exemplo, que um determinado projeto virasse um livro de partituras. Do livro, um CD. Do CD, um filme. Do filme, uma obra para orquestra sinfônica, enfim, que a coisa fosse se sucedendo aos poucos. Então, foi aí que um amigo chamado André Schultz, que trabalhou por muitos anos na Rede Globo, resolveu entrar no negócio”, conta o mineiro.

Radicado nos Estados Unidos com a mulher e as filhas, Schultz mantém lá uma empresa chamada Data Pictures. “Quando ele soube que ia rolar a gravação, foi muito generoso e me pediu para filmá-la. Isso era tudo que eu queria. Então, a coisa foi acontecendo muito mais rápido do que imaginava. Até tinha feito uma proposta meio sonhadora para ele: ‘Vamos fazer um filme, vamos fazer isso e aquilo?’. E o projeto começou a aparecer primeiro em vídeo. De cara, André já quis filmar a gravação do álbum, no estúdio”, conta Angelo.

O primeiro filme, chamado “Cantos espirituais”, foi feito pelo próprio André e sua equipe, com fotos de Joe Dias e edição de Eduardo Tocante. “Houve também a participação do Lucas Margutti, que também é cineasta. André e a mulher dele montaram uma equipe de craques.”

Sobre o processo de gravação, Angelo diz que “a primeira etapa do álbum foi feita em dois dias”. Ele descreve: “As músicas foram gravadas uma atrás da outra e foram ficando daquele jeito mesmo. Deixei aquela exigência de ficar trocando um ou outro acorde errado, aquelas coisas. Fui criando na hora e depois complementei o disco. Aliás, como não tinha partitura, as pessoas também foram tocando em cima do que rolava, porque deixei as coisas fluírem”.

MANEIRA JAZZÍSTICA

 
Para formarem a “cozinha” da gravação, o músico mineiro, que toca violão e canta no disco, convidou Jorge Continentino (sopros), Rafael Barata (bateria) e Alberto Continentino (piano). “Esses três músicos participaram dessa mentalidade que é algo, embora não seja um jazz tradicional, é uma maneira jazzística de tocar, sem muita combinação de primeira e segunda partes. As coisas foram fluindo e eles fizeram tudo em cima disso, acompanhando esse espírito. Eles são a banda do disco.”

Ele conta que convidou também outras duas instrumentistas. “Camila Stellet (bateria, percussão e voz) e Carol Stellet (voz) nunca haviam gravado em um estúdio grande. E era isso mesmo que eu queria. Elas têm a ver com a música, mas não têm a prática dos grandes profissionais e quando elas entraram no estúdio, meu coração ficou feliz. São jovens e talentosas e me deram muita alegria.”

O filme correspondente à gravação do disco tem aproximadamente uma hora de duração. “O legal é que tem algo bilateral nessa história, pois o disco virou um filme. Acabou que o disco virou a trilha sonora do filme. Enfim, um filme no qual o disco é a própria trilha sonora dele, vamos assim dizer.”

Segundo Angelo, o processo de feitura do disco foi incomum, o que o deixa com mais vontade de mostrar o resultado. “Vamos fazer também o CD físico. Quero muito mostrar esse trabalho. Esse é o meu principal objetivo, não estou pensando em dinheiro. Em momento algum houve um pensamento em grana. Esse trabalho começou e está até agora absolutamente imaterial.”

 

“CANTOS ESPIRITUAIS – NELSON ANGELO CONVIDA CARLOS DI JAGUARÃO”

•  NAC
•  10 faixas
•  Disponível nas plataformas digitais


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