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Estado de Minas FESTIVAL LITERÁRIO

Flipoços Verde discute os impactos da destruição do meio ambiente

Edição de junho recebe Érico Hiller, que fotografou a crise da água em vários países. Hoje à tarde, tem debate com Fernando Gabeira e Eduardo Moreira


23/06/2021 04:00 - atualizado 23/06/2021 07:30

Érico Hiller fotografou integrantes da tribo Hammer buscando água Vale do Rio Omo, na Etiópia(foto: Érico Hiller/divulgação)
Érico Hiller fotografou integrantes da tribo Hammer buscando água Vale do Rio Omo, na Etiópia (foto: Érico Hiller/divulgação)

Depois de realizar edições presenciais por quase 15 anos, o Festival Literário de Poços de Caldas (Flipoços) se reinventa no formato on-line, adaptando-se à pandemia. Este ano, foram criados quatro ciclos temáticos, voltados para clássicos, livros noir, educação e meio ambiente. O Flipoços Verde será realizado nesta quarta (23/06) e quinta-feira (24/06), com transmissão gratuita via YouTube e Facebook, das 10h às 18h30.

“Quando a gente fazia o Flipoços presencialmente, era uma grande festa. A gente recebia o Sul de Minas inteiro aqui, mais de 100 cidades. Na pandemia, começamos a sentir muito a falta do público e por isso desenvolvemos um projeto em que fosse possível manter o relacionamento com o leitor durante o ano inteiro”, afirma Gisele Corrêa, curadora do evento.

AGENDA

A edição dedicada aos clássicos ocorreu em abril. As próximas estão marcadas para agosto (Flipocinhos Educação, dias 25 e 26) e outubro (Flipoços Noir, dias 27 e 28).

Um dos destaques do Flipoços Verde é o fotógrafo Érico Hiller, autor do livro “Água”, que oferece um olhar especial sobre a relação do homem com a natureza.

Hiller mostra, por exemplo, o impacto da destruição do meio ambiente na disponibilidade de água em regiões carentes. De acordo com ele, dramas sociais, econômicos e ambientais são indissociáveis.

“Eu me considero um fotógrafo humanitário, meu foco é fotografar pessoas, expor desigualdades sociais. Quando foco na temática ambiental, quero mostrar como isso pode potencializar a questão social”, afirma.

Érico Hiller trabalhou em vários locais, registrando dramas socioambientais em diferentes pontos do mundo. Em 2008, realizou um longo ensaio sobre tensões sociais em grandes cidades da Argentina, Brasil, China, México, Índia e Rússia.

Entre 2011 e 2012, o fotógrafo mostrou ameaças ocorridas no Ártico, Tanzânia, Etiópia e Maldivas, além da mata atlântica brasileira. Imagens dele vêm sendo publicadas nas revistas National Geographic, Marie Claire e Rolling Stone.

Empolgado com a proposta do Flipoços Verde, Hiller comenta que seu trabalho “é um pedacinho” do festival mineiro. “É 1% do que será apresentado. Você colocar todos esses livros, autores e poetas juntos no mesmo balaio é absolutamente incrível”, afirma.

A participação dele ocorrerá na quinta-feira (24/06), às 17h, sob o tema “A história fotográfica – Da ideia à publicação (O caso do Projeto Água)”.

Cena brasileira registrada no livro
Cena brasileira registrada no livro "Água" (foto: Érico Hiller/divulgação)

CATÁSTROFE

Nesta quarta-feira (23/06), às 17h, o jornalista Fernando Gabeira e o economista Eduardo Moreira participam do debate “Antecipando a catástrofe ambiental. Como a literatura apresenta as grandes questões ambientais do Brasil e do mundo?”

O festival oferecerá também o minicurso Adiando o fim: a literatura indígena como estado de emergência, nesta quarta-feira (23/06), às 10h, a cargo da doutora em letras Lívia Penedo Jacob.

A especialista analisará obras dos escritores indígenas Ailton Krenak, Kaka Werá Jecupe, Eliane Potiguara, Marcia Kambeba e Olívio Jecupé.

FLIPOÇOS VERDE
Quarta (23/06) e quinta-feira (24/06), das 10h às 18h30, no Facebook e YouTube do Festival Literário de Poços de Caldas (Flipoços). Programação completa: 
http://flipocos.com/pages/flipocosverde.html
*Estagiário sob supervisão da editora-assistente Ângela Faria


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