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Estado de Minas DISCO

Chico Buarque recebe presente especial no dia de seus 77 anos

O saxofonista Alexandre Caldi e Quarteto Metacústico lançam o álbum 'Buarqueanas', com releituras de 11 canções do compositor carioca


19/06/2021 04:00 - atualizado 19/06/2021 08:09

Alexandre Caldi diz que enfrentou o desafio de provar que as melodias de Chico Buarque prescindem de suas letras (foto: Mônica Ramalho/Divulgação)
Alexandre Caldi diz que enfrentou o desafio de provar que as melodias de Chico Buarque prescindem de suas letras (foto: Mônica Ramalho/Divulgação)

Chico Buarque está completando 77 anos neste sábado (19/06). O saxofonista e flautista Alexandre Caldi e o Quarteto Metacústico prepararam um presente especial para ele: o álbum “Buarqueanas” (Biscoito Fino), com releituras de 11 canções de seu vasto repertório. Caldi assina todos os arranjos, interpretados pelo conjunto de cordas formado por Thiago Teixeira e Luísa Castro (violinos), Diego Silva (viola) e Daniel Silva (violoncelo).

“Buarqueanas” remete às bachianas que o compositor Heitor Villa-Lobos dedicou ao alemão Johann Sebastian Bach. “É uma brincadeira que trago para o universo, teoricamente, mais erudito”, comenta Caldi.

SHOW

O projeto surgiu há cinco anos, quando ele se apresentou na Sala Cecília Meirelles, no Rio de Janeiro, acompanhado por outro quarteto de cordas. O repertório foi praticamente o mesmo do disco.

“Em 2019, fiz um projeto com o Hamilton de Holanda (bandolinista), porque ele também fez um trabalho em homenagem ao Chico chamado ‘Samba do Chico'. Então, juntei o ‘Buarqueanas’ com o ‘Samba de Chico’ no ‘Fantasia’, em que a gente se alternava no palco, tocando com as nossas formações e depois tocando juntos”, conta.

Caldi defende as melodias de Chico Buarque, aclamado autor de letras. “Às vezes, as pessoas acham que ele é músico menor por ser um grande letrista, mas não é. Foi por isso que coloquei no repertório apenas músicas nas quais ele não tem parceiro, em que é melodista e harmonista. A música dele tem uma força independente das palavras.”

“Buarqueanas” reúne canções mais “tranquilas”, explica o saxofonista. “Com quarteto de cordas, fica um pouco mais complexo fazer coisas muito sambadas. É difícil pela própria natureza dos instrumentos.” A opção foi por um repertório mais lírico, com “Rosa dos ventos”, “Palavra de mulher”, “O meu amor”, “Cotidiano” e “A noite dos mascarados”, por exemplo.

O disco traz uma, digamos, novidade. “Gravei uma canção menos conhecida dele que se chama ‘Lola’ e adoro. É menos conhecida, mas é linda, tipo lado B.”

Caldi destaca o talento dos parceiros de Chico Buarque – Tom Jobim, Francis Hime e Edu Lobo, por exemplo –, mas diz que ele “não fica atrás” quando cria sozinho, chamando a atenção para a arquitetura de suas melodias e harmonias.

concerto “O grande desafio, ao fazer arranjos para tantas melodias incríveis, foi mostrar que elas prescindem das letras para atrair o ouvinte”, observa, explicando que vem daí o “ambiente de concerto” do álbum. Caldi tocou flauta, sax-tenor, sax-alto e sax-soprano no disco.

A capa de “Buarqueanas”, assinada por Marina Lutfi, foi criada sobre um quadro de seu pai, o compositor e pintor Sérgio Ricardo (1932-2020), amigo de Chico Buarque.

REPERTÓRIO

» “ROSA DOS VENTOS”
» “FANTASIA”
» “NOITE DOS MASCARADOS”
» “A MAIS BONITA/ SE EU SOUBESSE”
» “TANTO AMAR”
» “COTIDIANO”
» “A OSTRA E O VENTO”
» “O MEU AMOR”
» “JOANA FRANCESA”
» “LOLA”
» “PALAVRA DE MULHER”
(foto: Biscoito Fino/reprodução)
(foto: Biscoito Fino/reprodução)

“BUARQUEANAS”
• Disco de Alexandre Caldi e Quarteto Metacústico
• Biscoito Fino
• 11 faixas
• Disponível nas plataformas digitais


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