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Estado de Minas MÚSICA

Curta documental registra parceria de Dennis DJ com Ronaldinho Gaúcho

Artista diz que encontro ocorrido em 2014 foi o ponto de virada na sua carreira e ajudou a projetá-lo como referência nacional no funk


08/05/2021 04:00

Dennis DJ, de 40 anos, lançou o Baile do Dennis em 2012 e conquistou um lugar de destaque na cena do funk (foto: Amazon Music/Divulgação)
Dennis DJ, de 40 anos, lançou o Baile do Dennis em 2012 e conquistou um lugar de destaque na cena do funk (foto: Amazon Music/Divulgação)

“Eu queria tocar em grandes eventos, só que eles ainda não me queriam.” A solução que Dennis DJ encontrou para esse dilema foi criar o Baile do Dennis, em 2012, que se tornou um sucesso e já foi realizado em diversas capitais brasileiras. Em Belo Horizonte, a mais recente edição do baile ocorreu durante o carnaval de 2020, no Mirante Beagá, em 21 de fevereiro. 

“O DJ sempre foi escondido, a vida toda. Você entrava numa boate e nem sabia quem estava tocando. Era assim antigamente. Então comecei a me posicionar, a ficar ali em cima do palco. Quando vi a primeira fã que ficou o tempo todo cantando as músicas lá na frente, me pedindo uma foto, falei: está acontecendo, tem chance de um DJ virar artista”, diz ele.

A trajetória profissional de Dennis DJ, desde seu interesse pela música, surgido ainda na infância, até a criação do Baile do Dennis, compreendendo sua passagem pela produtora de funk Furacão 2000 e as inovações que fez como artista solo, está resumida num curta documental lançado nesta semana pela Amazon Music, dentro do projeto global [Re]Discovered, que pretende celebrar diferentes gêneros musicais.

A inclusão do funk brasileiro na iniciativa é comemorada pelo artista homenageado. “É um movimento que há muito tempo merecia ter esse reconhecimento. É um ritmo 100% brasileiro e, hoje, está tendo o máximo respeito”, afirma. 

“Um projeto como esse poderia pegar qualquer outro estilo e está aqui com o funk. Mesmo que não fosse eu, que fosse qualquer outro funkeiro, eu estaria feliz também, por ser o funk.” O curta, de 15 minutos, está disponível gratuitamente no YouTube e para assinantes na Amazon Music.

''Inspirar pessoas é muito bom, é uma troca muito séria. Eu me sinto muito feliz e com uma missão de estar sempre fazendo um bom trabalho para que, no futuro, inspire outras pessoas, que venham com trabalhos melhores. Isso vai levar nossa cultura do funk para a frente. Ainda vamos dominar o mundo''

Dennis DJ 


RONALDINHO

Minas Gerais tem um espaço de destaque na história de Dennis e no filme, com a história da produção da faixa “Vamos beber” (2014), feat. João Lucas & Marcelo, em parceria com Ronaldinho Gaúcho. Naquela época, o jogador brilhava com a camisa do Atlético mineiro e fez questão de que a gravação ocorresse em sua casa, em Lagoa Santa. 

Dennis diz que o encontro foi um divisor de águas em sua carreira. “Eu me tornei outro cara depois de fazer essa parceria, porque ele me levou para outros lugares. Na época, quem não queria ver o Ronaldinho cantando?”

O DJ conta que o sucesso de “Vamos beber” foi determinante para sua consolidação como artista solo e acabou alavancando outros dois singles (“Quando o DJ mandar” e “Soltinha”), lançados no mesmo período.

“Foi uma grande virada, porque eu já estava ali na correria de fazer meus clipes, de estar botando a minha cara, mas ele (Ronaldinho) deu uma acelerada no processo. Agradeço sempre ao Ronaldinho. É um cara fenomenal.”

A relação com o público também ganha destaque na narrativa. O DJ conta no curta que já ouviu fãs dizerem que sua música uniu casais e grupos de amigos. Dennis se tornou referência para jovens músicos, como o DJ Pedro Sampaio, que começou a carreira ao lado dele, aos 13 anos, e não esconde sua admiração por Dennis, de 40 anos. 

RICK BONADIO

Na edição deste ano do Grammy, um trecho do remix de “Wap” feito por Pedro Sampaio foi incluído na performance de Cardi B. A faixa mistura os sons do funk carioca ao hit que encerrou a apresentação da cantora norte-americana na premiação, para delírio dos fãs brasileiros.

Diante da repercussão, o produtor Rick Bonadio comentou em suas redes sociais: "Já exportamos bossa nova, já exportamos samba rock, Jobim, Ben Jor, até Roberto Carlos. Mas o barulho que fazem por causa de 15 segundos de funk na apresentação da Cardi B me deixa com vergonha. Precisamos exportar música boa e não esse ‘fica de quatro’”.

Sobre o episódio, Dennis DJ afirma: “Quem ainda tem essa mentalidade no século 21 está ultrapassado. Quando não gosto de alguma coisa, não consumo. Não fico marretando, não tenho por que criticar o trabalho dos outros”. Ele diz ainda que, “se está ali, é porque alguém gosta. Se chegou ao Grammy, é porque tem alguma coisa. Então não se pode menosprezar o trabalho do outro”. 

Dennis diz que a dança e a curtição, nos momentos de distração, são os principais intuitos do funk. “Quando quero ouvir alguma coisa mais calma, escuto Caetano Veloso. Mas na hora de ir para a balada, tomar uma gelada, é o funk, um negócio mais animado”.  

Além do curta documental, o Projeto [Re]Discovered com Dennis DJ conta com o lançamento do remix do single “Só você”, feat. G15, com participação do cantor pernambucano Zé Vaqueiro. 

O artista conta que convidou Zé Vaqueiro para participar do single pensando no auge do movimento da pisadinha - uma das vertentes contemporâneas do forró. “Eu me arrisco em tudo, já fiz o funknejo e, agora, fizemos essa mistura do piseiro e funk com exclusividade para a Amazon. Está bem bacana."


[Re]Discovered
• Dennis DJ. Mini doc (15 min), disponível no canal de YouTube da Amazon Music. Single (feat. Zé Vaqueiro), playlist e 
podcast [Re]Discovered disponível na Amazon Music.

*Estagiário sob a supervisão da editora Silvana Arantes


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