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Estado de Minas CINEMA

Em seu novo thriller, Liam Neeson se apaixona e tenta se regenerar 

Ator vive ladrão que quer acertar suas contas com a Justiça, mas esbarra em policiais desonestos em 'Legado explosivo'. Longa estreia nesta quinta (7/1)


06/01/2021 04:00 - atualizado 06/01/2021 07:39

Em Legado explosivo, Liam Neeson é um ladrão que quer acertar suas contas com a Justiça, mas esbarra em policiais desonestos (foto: IMAGEM/CALIFÓRNIA/DIVULGAÇÃO)
Em Legado explosivo, Liam Neeson é um ladrão que quer acertar suas contas com a Justiça, mas esbarra em policiais desonestos  (foto: IMAGEM/CALIFÓRNIA/DIVULGAÇÃO)
Charles Bronson de nossos tempos, Liam Neeson volta aos filmes de ação depois de Vingança a sangue-frio (2019), longa que envolveu o astro em polêmica racial. Recapitulando: em entrevista ao jornal britânico The Independent, o ator irlandês, hoje com 68 anos, relembrou uma história ocorrida com uma amiga sua, há mais de 40 anos, quando ela foi estuprada por um homem negro. 

Neeson contou então que, durante uma semana, naquela época, ele foi para a rua munido de uma barra de ferro e procurou confusão com homens negros, para satisfazer uma 'necessidade de atacar'. A reação de indignação à declaração racista do ator levou ao cancelamento da première do filme em Nova York. No Brasil, Vingança a sangue-frio, que trata da história de um pai retaliando traficantes que haviam matado seu filho, teve seu lançamento adiado nos cinemas em um mês. O ator afirmou não ser racista, salientou que o episódio ocorreu quando ele era muito jovem e o levou a procurar ajuda. 

A carreira de Neeson seguiu e seu novo thriller, Legado explosivo, com estreia nesta quinta (7/1) nos cinemas, fez bonito nas (emagrecidas) bilheterias do mundo submetido à pandemia do novo coronavírus. Por duas semanas, o longa figurou no primeiro lugar nas salas norte-americanas.

O título genérico adotado no Brasil não diz muita coisa sobre a história, diferentemente do original, Honest thief (Ladrão honesto). Ainda que pareça contraditório, o título entrega melhor a história, escrita e dirigida por Mark Williams, o criador da série Ozark.

O mote é tão absurdo que beira o risível. Um genial arrombador de bancos, conhecido como Ladrão-fantasma, roubou em quase uma década de atuação uma dezena de agências bancárias de pequenas cidades dos EUA. Amealhou US$ 9 milhões e ninguém tem a menor ideia de quem ele seja. É o autor do crime perfeito, pois não deixa vítimas nem marcas. Pois o amor será sua redenção.

Ex-fuzileiro, Tom Dolan (Neeson) é um homem de alguma idade que chegou ao ponto da vida em que quer prestar contas ao passado. Ao alugar um escaninho na cidade de Boston, apaixona-se quase imediatamente pela funcionária do local, Annie Wilkins (Kate Walsh), mulher que também já passou por poucas e boas. Um ano mais tarde, com o casal apaixonadíssimo, Dolan resolve se entregar. Annie não tem a menor ideia sobre o passado dele. 

Tom liga insistentemente para o FBI local e afirma que é o Ladrão-fantasma. Desacreditado pelos agentes, que já receberam vários trotes de pessoas se fazendo passar pelo tal criminoso, propõe uma troca. Devolverá todo o dinheiro roubado – ele não gastou sequer um tostão daquele valor – em troca de uma pena leve. Afinal, tudo o que ele quer é reconstruir a vida ao lado da namorada.

Essa lenga-lenga inverossímil é só uma desculpa para uma dupla de agentes corruptos do FBI entrar em ação e começar uma caçada cheia de tiros, explosões e perseguições de carro pelas ruas de Boston. E Neeson, assim como em todos os personagens dos thrillers de ação desde Busca implacável (2008), vai fazer justiça com as próprias mãos.


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