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Estado de Minas FICÇÃO E REALIDADE

'Súbete mi moto', que estreia hoje, conta tudo sobre o Menudo

Série revela o esquema que transformou a boy band porto-riquenha em fenômeno pop. Trinta e três garotos passaram pelo grupo criado pelo empresário Edgardo Díaz, acusado de assediar alguns deles


27/11/2020 04:00 - atualizado 26/11/2020 21:16

Súbete mi moto conta a história dos 20 anos da banda porto-riquenha que conquistou o mundo(foto: Amazon Prime Video/divulgação)
Súbete mi moto conta a história dos 20 anos da banda porto-riquenha que conquistou o mundo (foto: Amazon Prime Video/divulgação)

Só quem viveu entende. Não havia como ser adolescente nos anos 1980 e não conhecer (e amar) o Menudo. A boy band latina que colocou Porto Rico no mapa do showbusiness – e ficou conhecida pelas gerações posteriores como o grupo que lançou Ricky Martin – tem sua trajetória revista em Súbete a mi moto.

Com 15 episódios, a coprodução do México e Porto Rico estreia nesta sexta-feira (27), na Amazon Prime Video. O título foi tirado da canção lançada em 1981, um dos primeiros sucessos do grupo, mas a série vai muito além do período áureo. Segue a banda durante seus 20 anos (1977 a 1997) e acompanha os 33 garotos que passaram pelas diferentes formações.



ASSÉDIO

Os protagonistas não são Robi Rosa, Ray, Roy, Charlie e Ricky, integrantes da fase de ouro do Menudo. É Edgardo Díaz, interpretado pelo porto-riquenho Yamil Urena, o personagem principal. O empresário – que criou o grupo do nada e, no auge da carreira, chegou a comprar aviões para levar os integrantes para onde quer que fossem – tem grandes méritos. E também um lado obscuro, pois em meados da década de 1990 foi acusado de assediar alguns dos rapazes. Súbete a mi moto segue esta figura controversa ao longo de duas décadas.

Paralelamente à linha evolutiva do tempo, há o momento presente, em que duas personagens ficcionais – Renata (Rocío Verdejo) e Julieta (Josette Vidal), mãe e filha, a mais velha, antiga fã da banda que traz um drama do passado por conta dela – representam as diferentes gerações que acompanharam o grupo.

A produção teve amplo acesso ao material de arquivo. Quando a narrativa começa, e nos impressionamos com os modelos para lá de kitsch que os meninos usavam, logo vem uma imagem histórica, tal e qual a reconstituição mostra. Há certo incômodo com as perucas – mas, vamos lá, os 80 nunca primaram pelo bom gosto.

Hoje com 73 anos, Díaz – que em 1997 vendeu os direitos do Menudo para um grupo panamenho (e a banda passou a usar o nome MDO) – colaborou com a série, através de longas entrevistas.

“Edgardo Díaz é, definitivamente, um homem de negócios, um cara com ambição que foi atrás e fez a coisa funcionar. Só que fez negócio com garotos, e meninos precisam de compaixão, têm inocência. Como não há tempo para isso na indústria, eles pagaram o preço”, opina o ator Yamil Urena, que fez suas próprias pesquisas para viver o personagem e preferiu não conhecê-lo para não ser influenciado.

Outro nome que colaborou para o roteiro foi Ricky Meléndez, integrante da formação original, o menudo que mais tempo ficou no grupo (sete anos). Os meninos ingressavam na banda com 12 anos, em média. Tinham que cantar e dançar. Quando chegavam aos 16, com a mudança de voz e demais transformações físicas, eram invariavelmente trocados.

Como a série cobre 20 anos, os 33 menudos aparecem em cena. O processo de escolha do elenco foi complicadíssimo, afirma o produtor-executivo Leonardo Zimbrón. “Fizemos casting no México e em Porto Rico. Precisávamos encontrar ao menos 33 jovens artistas que soubessem atuar, cantar, dançar e ainda ter semelhança física com os garotos. O processo levou quase seis meses e, como são pelo menos 30 músicas na série, começamos a gravar antes de fechar todo o elenco.”
Yamil Urena, ator (foto: Amazon Prime Video/divulgação)
Yamil Urena, ator (foto: Amazon Prime Video/divulgação)

CARIBE

Criadora da atração, Mary Black-Suarez comenta que embora os adolescentes de hoje não saibam o que foi o Menudo, a série pode atingir outros públicos além dos fãs de outrora. “O que importa é a história de como um grupo de uma pequena ilha do Caribe se tornou sensação no mundo inteiro. É uma narrativa de sucesso, de como se você trabalha muito e consegue atingir seus objetivos.”

O Brasil, cenário de destaque na menudomania, está presente. “Para nós, latinos, a série tem que ser celebrada, pois ela cobre diferentes temas e lugares, reúne atores de vários países. Tem seus momentos trágicos, mas também suas alegrias. E também vai mostrar à geração que usa Instagram o que era ser fã, escrever carta pro ídolo e gravar música no cassete quando ela tocava no rádio”, finaliza Yamil Urena.


SÚBETE A MI MOTO
• Série em 15 episódios. Estreia nesta sexta-feira, na Amazon Prime Video.


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