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Estado de Minas

Hippies contestam sistema político em novo filme da Netflix

Os 7 de Chicago leva o espectador de volta a 1968, quando crescem os protestos contra a guerra do Vietnã e Martin Luther King Jr. e Bobby Kennedy foram assassinados


29/09/2020 04:00

Sasha Baron Cohen e Jeremy Strong interpretam hippies contestadores em Os 7 de Chicago(foto: Netflix/divulgação)
Sasha Baron Cohen e Jeremy Strong interpretam hippies contestadores em Os 7 de Chicago (foto: Netflix/divulgação)
Um filme inspirado nos protestos contra a guerra do Vietnã realizados em Chicago em 1968 e no extraordinário julgamento subsequente estreará em outubro, neste momento de divisão nos Estados Unidos devido às manifestações contra o racismo e a brutalidade policial.

A ideia inicial partiu do cineasta Steven Spielberg, que mais tarde deixou o projeto nas mãos do roteirista Aaron Sorkin, que assumiu a direção e o finalizou. Um trecho do longa foi exibido no Festival de Toronto, no Canadá, em 14 de setembro.

Os 7 de Chicago (The trial of the Chicago 7) reúne elenco impressionante, formado por Mark Rylance, Eddie Redmayne, Joseph Gordon-Levitt, Jeremy Strong e Sacha Baron Cohen.

Em 2006, Spielberg e Sorkin se encontraram pela primeira vez para discutir o projeto. “Desde então, o mundo refletiu cada vez mais os acontecimentos do filme”, afirmou o criador da série The west wing. “Isso foi antes de Breonna Taylor, Rayshard Brooks e George Floyd”, lembrou Sorkin, referindo-se aos negros mortos recentemente pela polícia norte-americana.

“As semelhanças são assustadoras. O filme foi relevante quando o estávamos fazendo. Não precisávamos que fosse mais relevante, mas aconteceu”, comentou.

O longa leva o público de volta a 1968, quando a oposição à guerra do Vietnã aumentava e Martin Luther King Jr. e Bobby Kennedy foram assassinados. Manifestantes enfrentaram a polícia com pedras, recebendo golpes de cassetete e jatos de gás lacrimogêneo.

A trama aborda o julgamento de sete hippies que usaram humor, fantasias e canções para condenar o sistema político. O juiz ordenou que um dos acusados – um dos líderes do grupo antirracista Panteras Negras – fosse amordaçado e acorrentado à cadeira.

“O que estamos vendo hoje, mais uma vez, é a demonização da dissidência”, alerta Sorkin. Os Estados Unidos vêm registrando manifestações massivas contra o racismo e a brutalidade policial, muitas vezes terminando em tumultos e confrontos com a polícia.

Em 1968, centenas de pessoas foram presas nos protestos de Chicago, que coincidiram com a convenção do Partido Democrata e a indicação de Hubert Humphrey para disputar a Casa Branca. Ele perdeu a eleição para o republicano Richard Nixon. Todos esses fatos simbolizaram a profunda divisão do povo norte-americano.

No julgamento da vida real, os sete réus foram absolvidos de conspiração. Cinco acabaram condenados por cruzar as fronteiras estaduais para incitar tumultos, mas foram absolvidos ao recorrer dessa decisão. A Netflix promete para 16 de outubro o lançamento do longa no Brasil.  


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