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Estado de Minas DISCO

Silvia Machete 'incorpora' diva cigana em 'Rhonda'

Cantora lança o quarto álbum autoral, no qual assume a persona 'bandida do amor'. Cantadas em inglês, a 11 faixas vão do jazz ao soul. Live está marcada para dia 27 de agosto


08/08/2020 04:00

Silvia Machete lança seu quarto álbum autoral (foto: Luana de Aquino/divulgação )
Silvia Machete lança seu quarto álbum autoral (foto: Luana de Aquino/divulgação )
A cada trabalho, uma nova persona. É como Rhonda, “uma cigana urbana, bandida do amor”, que a cantora e compositora Silvia Machete chega ao quarto álbum autoral (dos sete que já lançou). Disponível nas plataformas digitais, Rhonda, com 11 faixas, é o primeiro disco de Silvia gravado integralmente em inglês.

“Quando canto em inglês, a voz já sai mais colocada. Tenho a impressão de que sou melhor cantora em inglês”, diz a carioca, agora radicada em São Paulo. O disco foi gravado na nova cidade com um grupo pequeno de instrumentistas. O baixista Alberto Continentino, parceiro há tempos e coautor de sete faixas, o baterista Vitor Cabral, o tecladista Chicão e o guitarrista Guilherme Monteiro foram os principais músicos.

Continentino dividiu a produção com Lalo Brusco. “Tinha acabado de me mudar para São Paulo depois de um tempo passado na Califórnia. Como tenho muito contato com a língua (ela já morou na Inglaterra, EUA e Austrália), comecei a escrever em inglês. O nome Rhonda já estava na minha vida há muitos anos. Quando dei esse título para o disco, começaram a vir as características dessa mulher. Essa nova personagem é muito próxima de quem sou. De todas as personas que levo para o palco, é a que está mais perto.”

Com sonoridade entre o jazz e o soul, Rhonda apresenta a cantora como uma diva moderna, que canta principalmente o amor. Silvia emula Sade em Forget to forget (uma das parcerias com Continentino), renasce como uma jovem Carole King em With no one else around (pérola de Tim Maia tirada do álbum que ele lançou em inglês, em 1976). Em Lips, com o baixo marcado de Continentino, Silvia é quase etérea.

Na lista de parceiros também estão o paulistano Emerson Villani (que dividiu com Silvia as faixas Great mistake e Cactus) e o norte-americano Nick Jones (roteirista das séries Orange is the new black e Glow, que dividiu a jazzy Messy eater com ela e Continentino). So many nights, do cearense Rafael Torres, encerra o álbum.

O grupo enxuto de instrumentistas garante homogeneidade ao repertório. “Tudo foi gravado ao vivo e isso acaba dando um toque incrível. Você ver poucos músicos tocando com tanta inspiração garante a mágica ao trabalho”, ela diz.

cirCO Silvia é uma artista com formação circense e ficou conhecida por cantar em cima de um trapézio. Aqui, ela deixa as acrobacias de fora. É um disco noturno, com clima de um pequeno clube enfumaçado.

Rhonda foi gravado ao longo de 2019. Ainda que o lançamento tenha sido adiado em decorrência da pandemia do novo coronavírus, Silvia achou que não dava para esperar mais. “Tenho relação muito forte com o palco, estava há mais de um ano preparando este trabalho, com oito shows marcados em Nova York. É realmente frustrante, mas não há muito o que fazer, já que o mundo parou”, ela diz. Por ora, a primeira apresentação on-line do novo trabalho será em 27 de agosto, em live promovida pela Casa Natura Musical.

(foto: Biscoito Fino/reprodução)
(foto: Biscoito Fino/reprodução)

RHONDA
. Álbum de Silvia Machete
. 11 faixas
. Biscoito Fino
. Disponível nas plataformas digitais





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