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Estado de Minas

Quarentena 'rende' três EPs para a banda Ego Kill Talent

Grupo brasileiro de rock aproveita parada com o isolamento social para lançar trabalhos nas plataformas digitais


postado em 04/07/2020 04:00

Enquanto aguarda retomada de shows, a banda brasileira Ego Kill Talent lança três EPs (foto: EGO KILL TALENT/DIVULGAÇÃO)
Enquanto aguarda retomada de shows, a banda brasileira Ego Kill Talent lança três EPs (foto: EGO KILL TALENT/DIVULGAÇÃO)
Antes de a vida ser parcialmente paralisada por causa da pandemia do coronavírus, a banda brasileira Ego Kill Talent tinha planos de cumprir uma agenda ambiciosa ao longo de 2020. Entre os compromissos, o quinteto de rock estava escalado para abrir os shows do Metallica, no Brasil, do System Of A Down, na Europa, e figurava no line up dos principais festivais de música do Hemisfério Norte.

''Estamos passando por esse momento de transição bizarro, sem precedentes. Na prática, os shows estão adiados para o ano que vem. Os que a gente faria com o Metallica foram remarcados para dezembro, mas acredito que serão cancelados”, comenta o guitarrista e baterista Jean Dolabella.

Originalmente marcadas para o final de abril, as novas apresentações estão previstas para dezembro: 14, em Porto Alegre; 16, em Curitiba; 18, em São Paulo; e 20, em Belo Horizonte. Ao lado do grupo brasileiro, a banda norte-americana Greeta Van Fleet também está escalada para os shows.

“Acredito que a única coisa que poderia fazer com que esses shows realmente acontecessem seria o desenvolvimento de uma vacina. E é um curto espaço de tempo para isso acontecer”, especula Dolabella.

Ainda assim, a banda encontrou maneiras de se manter produtiva. Antes da pandemia, o grupo se organizou para lançar o segundo disco de estúdio, The dance between extremes, fruto do contrato recém-assinado com a gravadora BMG.

Diante do novo 'anormal' que se estabeleceu, os músicos optaram por dividir o trabalho em três EPs, a serem lançados ao longo do ano. A primeira parte do registro, The dance, chegou às plataformas digitais em 26 de junho.

Gravadas no início de 2019 nos estúdios 606, em Los Angeles, cujo dono é Dave Grohl, dos Foo Fighters, as três faixas flertam com o rock noventista e são bastante tradicionais em sua essência, marcadas pela forte presença de guitarras e baterias embaladas pela voz de Jonathan Dörr.

Em clima sombrio, Now!, responsável por abrir o trabalho, traz à tona um arranjo crescente e uma letra que aponta para a importância do agora. Lifeporn discute temas existenciais sob um instrumental barulhento. Por fim, The call é um tradicional rock com bastante referência aos anos 1990. As três já ganharam clipes dirigidos por Denis Carrion (nas duas primeiras) e Fernando Mencocini (na última).

Muito embora possam se relacionar com o momento atual, Dolabella garante que a banda não tem preocupação em fazer um comentário sobre a realidade. “A gente conversa muito sobre espiritualidade e sobre como o mundo de hoje parece uma simulação. Então, nada do que a gente canta ou produz tem a intenção de ir para o lado político. É muito mais sobre a vida e o amor de forma mais ampla.”

Formado por ex-integrantes de bandas como Diesel/Udora, Sepultura, Reação em Cadeia, Sayowa, o grupo também é integrado por Theo van der Loo (baixo e guitarra), Niper Boaventura (guitarra e baixo) e Raphael Miranda (bateria e baixo).

Juntos, eles revezam os instrumentos no palco e formam uma das bandas mais requisitadas para abrir shows de grandes atos internacionais no Brasil. O que corrobora com a escolha do nome, Ego Kill Talent, uma versão abreviada da expressão “Too much ego will kill your talent” (na tradução, “muito ego pode matar seu talento”). Afinal, trata-se de uma colaboração. (GA)

THE DANCE
.Ego Kill Talent
.BMG
.Disponível nas plataformas digitais


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