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Estado de Minas

Série 'Vida' destaca o universo de gays e latinos em Los Angeles

Escrito por roteiristas latinos da comunidade LGBT, seriado conta a história de irmãs que herdam um bar da mãe lésbica. Última temporada estreia domingo, na plataforma Starzplay


postado em 24/04/2020 04:00

As irmãs Lyn (Melissa Barrera) e Emma (Mishel Prada) comandam bar na região de Los Angeles, herdado da mãe(foto: STARZPLAY/DIVULGAÇÃO)
As irmãs Lyn (Melissa Barrera) e Emma (Mishel Prada) comandam bar na região de Los Angeles, herdado da mãe (foto: STARZPLAY/DIVULGAÇÃO)

The L world (2004-2009) fez história como a primeira série da TV americana a conferir protagonismo a um grupo de amigas lésbicas. Voltou, no fim de 2019, com uma sequência, The L world: Generation Q. As duas produções sempre se assumiram como um novelão, com seus dramas pessoais e amorosos. As questões políticas e culturais LGBT nunca foram seu foco – tal função é de outra série, Vida, da plataforma Starzplay.

Lançada em 2018 e com o terceiro e último ano estreando neste domingo (26), a produção retrata uma comunidade gay mexicano-americana na região de Los Angeles. E tem sua carga de pioneirismo. Criada pela mexicana Tanya Saracho (radicada nos EUA, ela integrou as equipes de Looking e Girls, da HBO), é a primeira série escrita exclusivamente por um grupo de roteiristas latinos da comunidade LGBT.

Dramédia com episódios de meia hora, Vida acompanha as irmãs Lyn (Melissa Barrera) e Emma (Mishel Prada). Há muito separadas – a primeira vive em São Francisco, a outra em Chicago –, elas se reencontram no bairro latino de Boyle Heights. O motivo é dramático: a morte da mãe, Vidalia. Ao retornarem ao local de nascença, as duas terão de permanecer lá, pois herdaram o bar que a mãe mantinha. Resolvem batizar o estabelecimento de Vida, em homenagem a ela.

Diametralmente opostas – Lyn é leve, Emma é mais centrada e introspectiva –, elas descobrem que a herança acompanha uma viúva cuja existência ignoravam – a mãe estava casada com uma mulher, Eddy (Ser Anzoategui).

Como pano de fundo das relações familiares e amorosas das personagens ainda há a relação com o lugar. Boyle Heights está permanentemente ameaçado de gentrificação, graças à proximidade com Los Angeles. De um lado estão aqueles que não querem que o bairro perca suas características originais; de outro, os que esperam uma abertura.

O senso de comunidade é um dos pilares da série. “Quando comecei, há três anos e meio, o cenário era sombrio para a representação latinx (neologismo que atualiza rótulos como hispano ou latino para denominar latino-americanos nos EUA). No cenário televisivo, as narrativas sobre nós eram poucas e presas a estereótipos”, escreveu Tanya Saracho, assim que foi anunciada que a terceira seria a temporada final de Vida.

Os seis novos episódios terão boa cota de drama, pois o pai das protagonistas promete reaparecer, reacendendo velhas feridas. Os novos acontecimentos poderão atrapalhar o sucesso do bar Vida. Diante dos problemas, as irmãs terão que escolher entre continuar juntas ou prosseguir sozinhas.


VIDA
• Última temporada
• Seis episódios
• Domingo (26), na Starzplay


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