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Estado de Minas MÚSICA

Em seu novo disco, o rapper Eminem faz apelo contra armas de fogo

Em 'Music to be murdered by', compositor fala sobre massacres e o atentado ocorrido no show de Ariana Grande, que matou 22 pessoas. Letras causaram polêmica, como sempre


postado em 20/01/2020 04:00 / atualizado em 20/01/2020 11:09


 
O rapper americano Eminem, de 47 anos, acaba de lançar o disco Music to be murdered by, no qual faz um apelo contra o uso de armas de fogo, embora não deixe para trás as controvérsias que sempre o acompanharam.
 
Na faixa Darkness, ele conta a história de um homem prestes a realizar um massacre. O videoclipe termina com a mensagem convidando o fã a apoiar a mudança de leis sobre a posse de armas de fogo nos Estados Unidos.
 
O clipe traz imagens de transmissões de notícias de recentes massacres no país. “Quando isso vai acabar?/ Quando um número suficiente de pessoas se importar”, diz o texto no final do vídeo. O enredo faz alusão ao tiroteio em massa ocorrido em 2017, durante festival de música em Las Vegas, que deixou 59 pessoas mortas.
 
Darkness se inspirou em The sound of silence, canção da dupla Simon and Garfunkel lançada na década de 1960, que se tornou clássico do folk. Paul Simon está nos créditos como um dos coautores do rap.

HITCHCOCK – Uma das artes da capa do novo disco apresenta respingos de sangue e Eminem barbudo, vestido de terno, segurando um machado e uma arma apontados para a cabeça. A imagem é referência ao álbum de 1958 com músicas apresentadas por Alfred Hitchcock, no qual o rapper confirmou ter se inspirado.
 
Music to be murdered by é o 11º disco solo do artista, que, durante a primeira metade de sua carreira, dedicou-se a provocar os Estados Unidos com Slim Shady, seu alter ego violento e sádico.
Produzido por Dr. Dre, nome de destaque do hip-hop americano, o novo álbum conta com vários convidados: Ed Sheeran, Skylar Gray, Anderson.Paak, Juice WRLD (que morreu aos 21 anos, em dezembro, ao sofrer uma convulsão quando desembarcava no aeroporto de Chicago) e Q-Tip, integrante do lendário grupo de hip-hop A Tribe Called Quest.

ARIANA Outra faixa do disco, Unaccommodating, gerou críticas por suas referências ao ataque a bomba que ocorreu durante show da cantora Ariana Grande realizado em 2017, em Manchester, na Inglaterra, no qual 22 pessoas morreram. A letra foi rejeitada por familiares de vítimas, que acusaram o rapper de se aproveitar da tragédia e da fama de celebridades como a jovem estrela do pop.
Um dos trechos diz assim: “Mas eu estou contemplando, gritando: 'Bombardeie' no jogo/ Como se eu estivesse do lado de fora do show de Ariana Grande, esperando.”
 
Em 2018, Eminem lançou o disco Kamikaze – também de surpresa –, no qual criticou a National Rifle Association (NRA), a poderosa entidade que defende o porte de armas de fogo nos Estados Unidos.

PRÊMIOS Fenômeno do hip-hop, o músico de Detroit chama a atenção desde o final da década de 1990, quando lançou o disco de estreia The slim shady LP, que conquistou o Grammy na categoria melhor álbum de rap.
 
Em 2003, Eminem, que se chama Marshal Bruce Mathers, ganhou o Oscar de canção original com o tema do longa 8 mile – Rua das ilusões, protagonizado por ele e pela atriz Kim Bassinger.
O filme conta a história de um rapper branco da periferia de Detroit, como o próprio Eminem, que luta por dias melhores por meio do hip-hop.
 
Em 2013, o artista foi parar no Guinness World Records com o single Rap god, por disparar 1.560 palavras em seis minutos e quatro segundos.


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