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Estado de Minas

Durvalina, de 'Éramos seis', é um desafio para Virgínia Rosa

Atriz procurou dar seu toque pessoal à fiel empregada de Lola (Gloria Pires), com a preocupação de apresentar um trabalho à altura de Chica Lopes, dona do papel nas versões exibidas em 1977 e 1994


postado em 15/12/2019 04:00

Durvalina (Virgínia Rosa) é a empregada fiel, amiga da patroa(foto: Raquel Cunha/divulgação)
Durvalina (Virgínia Rosa) é a empregada fiel, amiga da patroa (foto: Raquel Cunha/divulgação)
Os anos passaram em Éramos seis e Durvalina, interpretada por Virgínia Rosa, continua ao lado de Lola (Gloria Pires) na novela das 18h da Globo. De acordo com a atriz paulista, a personagem sabe que é a criada da casa. Contudo, a relação com a patroa é mais leve, porque o diálogo entre as duas propicia uma amizade.

“Essa novela traz uma coisa muito especial para o momento que a gente está vivendo, um mundo tão acelerado, de valores invertidos. Éramos seis faz um afago, é um alívio para as dificuldades do dia a dia. Estou muito feliz com esse elenco maravilhoso, encontrando Gloria Pires novamente, porque a conheci e contracenei com ela em Babilônia”, afirma a atriz, referindo-se à produção da Globo que estreou em 2015.

A relação entre Virgínia e Gloria em cena, hoje, é bem diferente. Há quatro anos, as duas personagens se detestavam. Em sua terceira novela, Virgínia ressalta que contar com o apoio da intérprete de Lola foi importante para diminuir o nervosismo em sua estreia.

“Gloria é muito generosa, traz um conforto para a gente na gravação. É a tranquilidade que conheci quando éramos rivais na ficção. Sempre tinha uma ansiedade, Babilônia minha primeira novela. E a Gloria me passa uma verdade tão grande, que me inspira a fazer coisas boas”, afirma.

TOQUE 

Como se trata da quinta adaptação para a TV de Éramos seis, Virgínia tem a preocupação de dar o um toque especial à personagem, que pertenceu a Chica Lopes (1925-2016) nas versões de 1977, na Tupi, e de 1994, no SBT/Alterosa. Por isso, preferiu não pesquisar a fundo as demais releituras do livro de Maria José Dupré, lançado em 1943.

“Quando você bebe muito na fonte do que já existiu, isso pode atrapalhar a construção. Chica fez duas versões. Vi algumas cenas dela e fiquei emocionada. É uma grande inspiração pra mim. Preciso fazer à altura da Chica, pois ela deixou marcada essa Durvalina amorosa, tão fiel a Lola. Essa é a essência da personagem e não pode se perder”, observa.

Mesmo depois de tanto tempo, Éramos seis atrai o público. Por isso, a responsabilidade de viver personagens presentes no imaginário das pessoas é algo complicado. Para driblar as cobranças, Virgínia não pensa nas outras versões e foca em seu trabalho. Mesmo assim, de vez em quando, ouve reclamações sobre mais uma readaptação do clássico da TV.

“É inevitável a comparação, mas procuro evitar tensões. A primeira coisa que a gente deve fazer, como artista, é ter humildade diante do personagem. Se você tem um temor, não assuma o papel. Quando postei o teaser da novela em uma rede social, já veio o comentário: 'Que absurdo! Agora é tudo remake. Não tem mais criatividade'. Sabe o que fiz? Tirei”, revela.

MADALENA 

Cantora há mais de 40 anos, Virgínia Rosa tem carreira recente como atriz. Depois da estreia em Babilônia, voltou ao ar em 2017, em Pega pega, outra novela da Globo. Fazia o papel da empregada doméstica Madalena. Como o perfil dessa personagem é parecido com o de Durvalina, a artista refletiu antes de aceitar o convite para Éramos seis.

“Quando me chamaram, fiquei feliz, pois foi uma indicação do Silvio de Abreu (chefe do departamento de dramaturgia da Globo). Porém, falei que tinha acabado de fazer a Madalena, uma empregada doméstica. A Durvalina também é uma criada, ambas estão nesse universo. Fiquei com medo na hora de recriar a personagem. Depois que relaxei, percebi que tinha coisas a aprender com a Durvalina”, revela.  


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