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Estado de Minas LIVRO/LANÇAMENTO

Jornalista Régis de Godoy-Rocha lança o romance 'A mão e o açoite'

Livro do brasiliense tem história ambientada nos anos 1940 em cidade fictícia inspirada pelo município mineiro de Araguari, segundo as lembranças de infância do autor


postado em 10/08/2019 04:00 / atualizado em 09/08/2019 16:46

O jornalista brasiliense Régis de Godoy-Rocha se inspirou na cidade mineira de Araguari para criar a fictícia São José das Nuvens em seu romance de estreia(foto: Acervo Pessoal/Régis Godoy-Rocha)
O jornalista brasiliense Régis de Godoy-Rocha se inspirou na cidade mineira de Araguari para criar a fictícia São José das Nuvens em seu romance de estreia (foto: Acervo Pessoal/Régis Godoy-Rocha)

O jornalista e escritor brasiliense Régis de Godoy-Rocha estreia no gênero romance com A mão e o açoite, um drama familiar ambientado na segunda metade dos anos 1940, na fictícia cidade de São José das Nuvens. Godoy-Rocha conta que criou o cenário inspirado no município mineiro de Araguari, onde, na infância, ficava fascinado pelas gravuras de O minotauro, de Monteiro Lobato, que seu avô materno lhe apresentava, num dos volumes da biblioteca da casa da família na cidade mineira. “Os prédios, a distribuição das ruas (no livro), foi tudo puxado de Araguari”, afirma.

A história apresenta “dois personagens que são biográficos: (os irmãos) Luiz Alberto e Herculano. Eles são parte da minha própria personalidade”, diz o autor. “Esse livro acabou sendo uma metáfora sobre o narcisismo. Uma personalidade pode se dividir em duas distintas sobre um mesmo fato.”

Em A mão e o açoite, Luiz Alberto amadurece sob intensos conflitos que surgem na família, deixando nele uma intensa sensação de solidão. O protagonista e o irmão se enfrentam ao reagir de modos muito distintos a tragédias familiares e episódios de traição e perda.

Régis de Godoy-Rocha promoveu uma tarde de autógrafos em sua cidade natal em julho. Neste mês, ele lança o volume em São Paulo e, em setembro, autografa a obra no estande da Chiado Editorial na Bienal do Livro, no Rio de Janeiro. “Fico muito alegre, é uma vitória conseguir botar um fim no livro depois de mais de dois anos escrevendo. Escrever sem saber o final – pois os personagens vão se desenvolvendo – e publicar – ver o livro em três dimensões – e poder passar para outras pessoas, que vão ler e entrar no mundo que você criou, é uma gratificação muito grande”, afirma.

O autor já prepara uma nova obra, desta vez um livro de contos, com previsão de lançamento para o próximo ano.

A mão e o açoite 
•Régis de Godoy-Rocha
•Chiado Editorial 
•544 págs 
•R$ 43


E mais

•  KAFKA REUNIDO
A Biblioteca Nacional de Israel anunciou que conseguiu reunir os escritos de Franz Kafka (1883-1924), pondo fim a uma batalha judicial que durou 11 anos. O escritor tcheco, que era judeu, pedira ao amigo Max Brod que destruísse todas as suas cartas e escritos. Em 1939, Brod deixou a então Tchecoslováquia ocupada pelos nazistas e seguiu para Telavive, levando os papéis de Kafka. Com a morte de Brod, em 1968, os arquivos foram divididos. Uma parte foi roubada e colocada à venda na Alemanha. Após a decisão de um tribunal alemão, Berlim entregou em maio milhares de documentos e manuscritos roubados há 10 anos em Telavive para ser vendidos aos arquivos literários alemães de Marbach e a colecionadores particulares. Outras peças desses arquivos estavam na geladeira de um apartamento em ruínas em Telavive, assim como em cofres bancários da cidade. Um último esconderijo era um cofre na sede do banco suíço UBS, em Zurique. Uma decisão da Justiça suíça permitiu que a Biblioteca Nacional de Israel acessasse este último elo perdido para encerrar a saga. A maioria dos documentos recuperados já havia sido publicada por Brod. A correspondência entre os dois amigos e as demais notas, diários íntimos e reflexões de Kafka, lançaram uma luz valiosa sobre a sua personalidade.

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