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Estado de Minas

Tá no sangue

Parceria entre irmãos dá bons frutos na arte, desde que a relação profissional se baseie no respeito. A cumplicidade familiar é aliada importante de artistas mineiros bem-sucedidos


postado em 07/07/2019 04:07

O baixista Adriano e o baterista André Campagnani se entendem no palco e na vida (foto: Guilherme Luiz/divulgação)
O baixista Adriano e o baterista André Campagnani se entendem no palco e na vida (foto: Guilherme Luiz/divulgação)



Para algumas pessoas, trabalhar com parentes é sinônimo de problema. Para outras, é ótimo, por envolver cumplicidade e confiança. Esse é o caso do ator, cantor, apresentador e humorista Saulo Laranjeira, parceiro dos irmãos, João e Tavinho Muniz. “Somos amigos. Trabalhar juntos é muito prazeroso. Isso ocorre quando existe um sonho, uma emoção e um objetivo”, afirma.

Saulo considera os irmãos grandes amigos. “Nós nos deliciamos com as vitórias e lamentamos as adversidades. Nossa comunhão é muito boa. Agradeço a Deus pela oportunidade de trabalhar com eles há tanto tempo. Pelo jeito, vamos juntos até o fim de nossas vidas.”

Na Laranjeira Produções, tudo começou naturalmente. “Sou um homem do palco, mas divido as tarefas com eles, mesmo o trabalho de empresariar e realizar projetos. Estamos presentes em todas as ações a que nos propusemos, seja de ordem artística ou empresarial”, diz Saulo. O ator atua nos bastidores, procurando dividir ideias e projetos com João e Tavinho. “Na produtora, cada um cuida do seu setor. Temos convívio intenso em todas as formas de trabalho.”

João Muniz ressalta a importância da afinidade e da confiança. “Isso faz com que construamos um ambiente de trabalho sadio, mas desde que cada um respeite a área do outro. Há sintonia entre nós”, garante. O parentesco favorece o bom convívio do trio, acredita ele. “Existe uma relação de carinho, afeto e amor.”

Arrumação A principal missão da produtora é a carreira de Saulo Laranjeira. “Temos o projeto Caravana e o programa Arrumação, na Rede Minas, do qual sou diretor. Também agenciamos outros artistas, ou seja, atuamos no mercado artístico da gestão cultural. O tempo é o juiz dessa causa, pois estamos assim há quase 40 anos”, orgulha-se João.

Tavinho, o caçula, é produtor-executivo da Laranjeira. “Mesmo quando surge algum desencontro, tudo se resolve rapidamente. Brincamos muito, mas quando o assunto é sério, até o tom de voz muda. Nossa química é muito boa, pois traz cumplicidade, responsabilidade e afinidade. Estou confortável em trabalhar com eles”, diz, ressaltando a importância do respeito mútuo.

“Só agrega”, diz o baixista Adriano Campagnani, ao comentar a parceria com o irmão, o baterista André. A dupla se apresenta há vários anos. “Isso fez com que criássemos um grande entrosamento. Começamos cedo, ele ainda era adolescente quando passou a aprender a tocar bateria”, conta Adriano, que, além da carreira solo, é baixista da banda de Beto Guedes.

O jovem André levou tão a sério o ofício que em pouco tempo já se apresentava profissionalmente. “Estudávamos música diariamente. Ele é muito focado naquilo que se propõe a fazer. Treinou bastante e chegou a criar sua própria metodologia. Quando vi que já estava apto, chamei-o para tocar comigo. Convidamos o guitarrista Augusto Rennó e montamos o trio Lizards, que lançou dois CDs”, diz Adriano.

André Campagnani, além de acompanhar o baixista em shows solo, participou do álbum dele, Instrumental das esquinas. “O fato de sermos irmãos e de estudarmos juntos nos permitiu criar uma cozinha muito boa. Vários artistas nos convidam para acompanhá-los exatamente por causa desse entrosamento”, conta o baixista

A parceria está no DNA. “Estudamos e treinamos muito em casa, quando morávamos juntos. Isso nos proporcionou um entrosamento excepcional. Por outro lado, temos a liberdade de falar o que quisermos para o outro. Tenho muito orgulho de tocar com o André”, diz.

Liberdade Nem sempre a relação entre irmãos é fácil. Mas esse não é o caso dos Campagnani. “Vivemos de música, isso alivia a convivência. Temos liberdade total um com o outro. Já são quase 30 anos”, lembra André, que gosta de dividir o palco com Adriano. “Pra mim, foi a melhor coisa que aconteceu”, garante.

O baterista, que começou a tocar profissionalmente aos 16 anos, ressalta que a dupla estudou muito. “Com isso, conseguimos afinidade musical. Basta um olhar para o outro para entender qual será o próximo passo. Adriano me ajudou muito”, reconhece.

Na verdade, o caçula se mirou no mais velho. “Ele teve uma rotina de estudo muito severa e regrada, tomei isso como espelho. Ainda novo, meu irmão já se apresentava com muita gente importante. Comigo não foi diferente – afinal, foram muitas horas de ensaio e estudo. Minha maior influência era ver a maneira como ele agia”, elogia André.


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