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Estado de Minas

Bob Dylan com tempero bossa nova


postado em 29/06/2019 04:11

O brasileiro Maurício Baia gravou em Nova York álbum-tributo a Bob Dylan com oito canções que mesclam o lado A e o lado B do ídolo norte-americano(foto: Arquivo pessoal Maurício Baia)
O brasileiro Maurício Baia gravou em Nova York álbum-tributo a Bob Dylan com oito canções que mesclam o lado A e o lado B do ídolo norte-americano (foto: Arquivo pessoal Maurício Baia)

Homenagear o ídolo norte-americano Bob Dylan é a intenção do músico brasileiro Maurício Baia com o álbum Baia bossa Dylan. Nascido em Salvador e radicado nos Estados Unidos desde 2017, Baia completa neste 2019 25 anos de carreira – tem 10 discos e um DVD lançados. No novo trabalho, ele faz sua releitura de clássicos de Dylan, que completou 78 anos em maio passado. O clipe com a canção Knocking on heaven's door foi lançado nas plataformas digitais.

A arte da capa e a direção do CD couberam a Christian Pollock, diretor de criação e artístico nova-iorquino, que trabalhou na produção de filmes com Jay-Z, Nas, Eminem, Chuck D, Wu-Tang e Patti Labelle. O disco traz oito músicas de Dylan gravadas no ambiente da moderna bossa nova. A produção é do guitarrista e compositor brasileiro Sandro Albert. “Eu o conheci quando estive em Nova York há alguns anos. Ele foi fundamental, pois conseguiu dar uma sonoridade internacional ao disco”, diz Baia.

Ele conta que sua intenção é, além de presentear o homenageado, alcançar os corações dos amantes de Dylan e da bossa nova com uma combinação alquímica de estilos. Ele ressalta que Albert o colocou em contato com vários músicos e engenheiros de som norte-americanos. “Sempre que me encontro com ele, acabo conhecendo algum nome importante e de dimensão histórica.”

Baia diz que se juntou a Albert e os dois convidaram vários músicos brasileiros e norte-americanos para participar do CD. “O baterista foi o João Viana (filho de Djavan); o percussionista, Bashiri Johnson. Nascidas no Brooklin, Iara Negrette e Pam Steebler foram as backing vocals. A mixagem ficou a cargo de Kevin Killen, ganhador de cinco Grammys. Ele finalizou álbuns para nomes como Bon Jovi, David Bowie, Elvis Costello, Jewel, Kate Bush, Peter Gabriel, Shakira e Tori Amos”, orgulha-se.

Nova York foi o cenário escolhido por ser a cidade em que Dylan iniciou suas apresentações, por volta de 1961. Baia conta que, certo dia, estava em casa num dia chuvoso, tocando violão tranquilamente, quando começou a fazer uma levada de samba-canção de uma música de Dylan e sentiu que, naquela música, caberia algo diferente do que havia sido feito pelo artista norte-americano. “Engraçado que, logo em seguida, ele receberia o prêmio Nobel de Literatura, quando se eternizou como o grande poeta que é e, por isto, deve ser revisitado sempre.”

Para da a partida no projeto, Baia gravou Knocking on heaven's door e mostrou o resultado a Sandro Albert. “Ele topou gravar na hora e acreditou que esta gravação deveria ser lançada para o mercado internacional. Gravei baixo e batera no Rio de Janeiro e em São Paulo e o resto em Nova York. Fomos procurando fazer o melhor, buscando pessoas competentes. O resultado do CD ficou muito profissional”, avalia. A inclusão de Albert no projeto acabou reconfigurando a ideia inicial de Maurício Baia. “No início, estava trabalhando com umas 15 músicas, procurando mais o lado B de Dylan. Ao ouvir minha gravação, Albert disse: 'Isso não tem cara de cover. As pessoas aqui de NY não vão acreditar'. Ele também teve a ideia de colocar músicas conhecidas. Na verdade, eu não queria um disco de lado A, mas a mistura ficou legal.” Fã incondicional de Dylan, Baia avisa que já pensa “em fazer um volume dois”, revela o artista.



Baia bossa Dylan
• CD independente (oito faixas)
• Disponível somente nas plataformas digitais


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