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Estado de Minas

Viagem ao nada


postado em 31/05/2019 04:09

“É como passear em uma cidade fantasma pós-apocalíptica. A natureza tomando conta dos prédios. Você entra no cinema, hospital, escola, está tudo como se tivesse sido abandonado do dia para a noite. É muito impressionante, pois o perigo é invisível. É simplesmente um nada, pois mesmo que o indicador de radiação esteja em níveis altíssimos, você não sente frio, calor, cheiro”, afirma o jornalista carioca André Fran.

Em 2012, à frente do extinto Não conta lá em casa, programa do canal Multishow, ele esteve por dois dias em Pripyat, que lhe renderam quatro episódios (disponíveis para assinantes Globosat). Em Kiev, Fran e equipe compraram um pacote de uma agência de turismo ucraniana. Viajaram de van, foram recebidos por uma guia local, dormiram no alojamento e comeram no refeitório criado para os funcionários que trabalham na contenção da radiação.

Em 2011, a Ucrânia abriu a zona de exclusão que rodeia a usina para o turismo. É possível passar algumas horas no local ou até dois dias, como fez Fran. É proibido fumar, sair do itinerário oficial, consumir álcool, tocar ou levar algum objeto. No Instagram, proliferam selfies de turistas.

“A recomendação é usar roupas bem cobertas e jogar tudo fora assim que deixarmos o local”, relembra Fran. Em todos os lugares há medidores de radiação. “Chegamos até perto do reator, hoje chamado sarcófago, por causa da cobertura de cimento e metal que colocaram em cima”, explica. Ali, a visita não pode ultrapassar alguns minutos. O jornalista, que tem acompanhado com atenção a série, afirma que a reconstituição é perfeita. (MP)


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