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Estado de Minas

Aplaudida pela crítica internacional, 'Chernobyl' estreia no Brasil

Série da HBO reconta em cinco episódios o desastre da usina nuclear com ênfase em bastidor político e dramas humanos. Estreia é nesta sexta (10)


postado em 10/05/2019 05:08

Emily Watson interpreta uma física nuclear que tenta entender como o desastre ocorreu. Série da HBO coproduzida com a Sky estreia nesta sexta (10) no Brasil(foto: HBO/DIVULGAÇÃO)
Emily Watson interpreta uma física nuclear que tenta entender como o desastre ocorreu. Série da HBO coproduzida com a Sky estreia nesta sexta (10) no Brasil (foto: HBO/DIVULGAÇÃO)

“Drama emocionante e pesado é o triunfo de um desastre”, afirmou o The Independent. “Uma avaliação dissonante da natureza humana”, opinou o Indie Wire. “Encadeia os espectadores em uma nuvem desconcertante de perguntas não respondidas”, avaliou o The Guardian. “Totalmente sombria e totalmente essencial”, resumiu a Entertainment Weekly.

Essas foram algumas das respostas da imprensa internacional para a minissérie Chernobyl, que chega ao Brasil nesta sexta-feira (10). Coprodução da HBO com a SKY, a série de cinco episódios estreia às 21h no canal pago. Trinta e três anos atrás, a explosão da Usina Nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, se tornou uma das piores catástrofes da história. O material radioativo liberado afetou, além do próprio país, a Bielorrússia, a Rússia, a Escandinávia e o Oeste da Europa.

“É o tipo de acontecimento que nenhum de nós jamais deveria esquecer. Acredito também que estamos divididos, hoje em dia, entre as nações e dentro dos nossos próprios países. E o desastre nos lembra que essas divisões são artificiais”, disse o criador Craig Mazin. “Chernobyl não se importou com fronteiras. A radiação não ligou para nacionalidade, religião ou raça. Então é uma tragédia global, com que todos nós neste planeta temos de lidar”, aponta.A minissérie recupera a tragédia e seus desdobramentos por meio de três personagens: Valery Legasov (Jared Harris), um físico nuclear soviético que foi um dos primeiros a entender a dimensão do desastre sem precedentes; Boris Shcherbina (Stellan Skarsgård), o político designado para liderar a comissão do governo em Chernobyl, logo após o acidente, e Ulana Khomyuk (Emily Watson), a física nuclear escalada para esclarecer o caso.

Embora abertamente “dramatizada”, a série busca se aproximar dos acontecimentos de 26 de abril de 1986. Tanto que, dos três protagonistas, apenas a personagem de Watson é ficcional. A física Ulana Khomyuk representa as dezenas de cientistas que ajudaram a investigar a crise, à medida em que ela se desenrolava.

Uma fala do personagem de Jared Harris busca resumir a dimensão da explosão. “Cada átomo de urânio é como uma bala. Penetra tudo em seu caminho – metal, concreto, carne. Agora, Chernobyl possui mais de 3 trilhões dessas balas.” A minissérie tem início com a explosão. Funcionários da usina e bombeiros tentam controlar o ocorrido. A evacuação dos funcionários, extremamente desorganizada, só começou um dia após a tragédia.

Ao mesmo tempo em que houve a evacuação, a usina soviética também precisou ser limpa. Milhares de pessoas foram enviadas para tal função. E todas foram expostas a doses extremas de radiação. A consequência, num futuro não muito longe, foi que ao menos 4 mil pessoas morreram de câncer e 70 mil ficaram incapacitadas.

Para além de mostrar como Chernobyl revelou os horrores de um sistema político que colapsaria pouco depois (a União Soviética acabou em 1991), a minissérie não deixa de lado o drama humano. “Eu disse que te mostraria Moscou”, afirma um homem, à beira da morte por envenenamento por radiação, à sua mulher no hospital na então capital soviética.

CHERNOBYL
A minissérie estreia nesta sexta (10), às 21h, na HBO. Os demais episódios serão exibidos às sextas, no mesmo horário.



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