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Estado de Minas

Helvécio Carlos


postado em 21/04/2019 05:07

Thiago Arancam como o Fantasma da Ópera e como intérprete no show Bela primavera, com canções de seu disco This is Thiago Arancam(foto: Fotos: Pedro Dimitrow e Marcos Mesquita/Divulgação)
Thiago Arancam como o Fantasma da Ópera e como intérprete no show Bela primavera, com canções de seu disco This is Thiago Arancam (foto: Fotos: Pedro Dimitrow e Marcos Mesquita/Divulgação)
“É sempre um prazer incluir a música em causas sociais”

Sete meses depois do show Bela primavera, no Palácio das Artes, e um ano e quatro meses depois da apresentação na igreja Nossa Senhora Rainha, no Belvedere, o tenor Thiago Arancam está de volta a Belo Horizonte. Terça-feira (23), ele fará show, às 20h, na Paróquia Bom Jesus do Vale, no Vale do Sereno. “É sempre uma alegria voltar, em tão curto espaço de tempo, a uma cidade como Belo Horizonte. É um sinal de que a receptividade foi enorme, tanto no Belvedere quanto no Palácio das Artes”, observa.

“Também estou feliz em cantar em um ambiente que não seja o de um teatro, porque, assim, terei mais contato com o público, mais aproximação e interação visual”, acrescenta, garantindo que o público será surpreendido com um repertório mais italiano, além de canções do disco This is Thiago Arancam e algumas músicas sacras.

O tenor pode ser visto no musical O Fantasma da Ópera. A produção teve tanto sucesso que a temporada prevista para terminar no início do ano foi prolongada até julho. Depois, continua com a turnê de Bela primavera. E não descarta novos projetos. “Sou um cara muito dedicado. Gosto muito de desenvolver, criar, empreender. Acho que tudo isso acaba me dando muito gás para ser um cara criativo e estar sempre em movimento. Por isso estou sempre em busca de novos projetos e novos desafios. Vamos ver o que o futuro pós O Fantasma da Ópera me reserva…”, comenta.


COM A PALAVRA...
Thiago Arancam
tenor

Você é um tenor com reconhecimento internacional, tendo feito 500 apresentações em 40 países. Agora roda o Brasil com o show Bela primavera, que foi sucesso no Palácio das Artes. Nessas andanças, você consegue avaliar se a música erudita está ou não mais popular?
Acredito que a música erudita nunca vai ser popular, mas tento popularizar o canto, para que as pessoas se familiarizem com esse jeito de cantar. Tenho esse objetivo do trabalho com a democratização da música. Quero usar a música como uma forma de inclusão social, para que ela chegue em todas as camadas sociais e em todas as faixas etárias.

Em São Paulo você é a estrela de O Fantasma da Ópera, musical de Andrew Lloyd Webber. Seu sucesso foi interrompido por causa de um acidente no final de uma cena. Como reagiu a isso e ao período de afastamento do palco?
Em uma apresentação de O Fantasma da Ópera, em outubro, faltavam 10 minutos para acabar o show quando, em uma cena onde todos correm, meu figurino entrou embaixo do meu pé, escorreguei e caí. Bati a minha clavícula no chão e imediatamente meu braço foi para trás, porque quebrei o osso. Continuei a cena seguinte cantando por mais uns três minutos, com uma dor enorme. Pararam o espetáculo, fui para o hospital e, 12 minutos depois, o meu cover entrou para continuar a peça. Foram dois meses afastado dos palcos, em uma rotina de bastante repouso e sessões de fisioterapia, para que eu pudesse me recuperar o mais rapidamente possível.

O Fantasma... é sucesso na Broadway há 30 anos. Em São Paulo, a versão anterior do musical fez grande sucesso entre 2005 e 2007. Agora a temporada foi prorrogada até julho. O que você acha que fascina o público?
Acredito que o que fascina o público seja a mistura da emocionante história de amor, as canções marcantes e o cenário deslumbrante. Tudo isso colabora para que O Fantasma da Ópera seja o musical dos musicais e que, em oito meses em cartaz, tenhamos superado o número de 300 mil espectadores. Poder ser o Fantasma no meu país, poder carregar essa máscara tão icônica em uma produção tão importante é algo que me deixa muito satisfeito. É muito bom poder executar uma arte tão importante no nosso país.

Qual é a cena que mais o fascina?
É quando o Fantasma, personagem que interpreto, sofre uma desilusão amorosa ao ver Raul e Christine juntos. Essa cena permeia uma bonita canção que interpreto em uma estrutura de anjo montada em cima do palco. O público se surpreende com essa aparição inusitada.

Com agenda tão agitada, como fica a relação com seu filho (Diego, de 5 anos) que mora na Itália?
A tecnologia é minha grande aliada nesse momento. Ela faz com que, mesmo longe, eu consiga ficar perto do meu filho, matar as saudades e participar um pouco do dia dele. Acho que a música é muito importante na formação, então acabo fazendo com que ele tenha esse contato, deixo-o por perto quando estou ensaiando, por exemplo, e ele adora esses momentos! Acho que é muito cedo para perceber o caminho que ele quer seguir. Mas, independentemente do que for, estarei ao lado dele para apoiar.

Além de levar seu canto pelo país, o que gostaria de fazer para ampliar o alcance da música erudita no Brasil?
Meu intuito é sempre a democratização da música e a inclusão social por meio de projetos. Ao longo da minha carreira, já executei inúmeros desses projetos com associações filantrópicas e em concertos beneficentes, por exemplo. Não descarto a possibilidade de dar continuidade a esses projetos. É sempre um prazer incluir a música em causas sociais e levar o nome do Brasil para fora.

Quais são os melhores momentos de sua carreira internacional e no Brasil?
Minha carreira é marcada por inúmeros momentos inesquecíveis. Não posso deixar de citar a minha primeira apresentação no Teatro Scala, em Milão, no dia 27 de fevereiro de 2005, no qual subi ao palco do principal teatro do mundo e me apresentei para uma plateia cheia de personalidades políticas e artísticas da Itália. Outro momento internacional foram os prêmios que ganhei do Concurso Operalia, de Placido Domingo. Nos momentos nacionais, posso dizer que sempre comecei muito cedo no Brasil, cantando em inúmeros eventos e festas italianas. Também participei de programas populares, onde tive o prazer de levar um pouco da ópera, como no programa Domingão do Faustão. E outro momento, é claro, a estreia da minha turnê Bela primavera, que está rodando o Brasil nesse novo formato que sempre busquei ao longo de anos e que me traz muita felicidade ver as casas de shows cheias por onde estou passando.


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