
É o retorno do Clube à cidade responsável por reunir cantores, compositores e instrumentistas de diversas partes de Minas Gerais: o carioca Milton, levado ainda na infância para Três Pontas, onde conheceu Wagner Tiso, com quem se apresentou ainda na adolescência em clubes em Alfenas e outras cidades do Sul de Minas; o montes-clarense Beto Guedes; e o compositor Fernando Brant (1946-2015), que nasceu em Caldas, também no Sul do estado, mas logo se mudou para Diamantina, entre outros.
“Belo Horizonte é a referência urbana, da influência do rock, do jazz. Mas o disco Clube da esquina traz também uma coisa primitiva, de interior, que contrasta com essa coisa urbana de capital”, comenta o jornalista e antropólogo Paulo Thiago de Mello, autor de Milton Nascimento e Lô Borges: Clube da esquina, da coleção O livro do Disco (editora Cobogó). “BH é a capital do interior do Brasil, é urbana, cosmopolita, mas tem esse vínculo quase comunitário, os valores, a lentidão do interior, a distância do mar. Quase toda a cultura brasileira musical está no litoral, e Minas vai trazer essa força dos tambores, das toadas, da viola caipira”, diz.
Milton mudou-se para Belo Horizonte no fim de 1962, instalando-se no Edifício Levy, na Avenida Amazonas com Rua Curitiba. Logo arrumou emprego de escriturário no escritório das Centrais Elétricas de Furnas, na Praça Sete, a poucas quadras do Levy, que também era endereço da família de Wagner Tiso e da família de Salomão Borges, Maricota e sua prole de 11 filhos – entre eles, o garoto Lô. Anos depois, o reencontro dos dois, em Santa Tereza, alçaria a música mineira, definitivamente, à prateleira de cima da MPB.
O Estado de Minas selecionou nove endereços da capital mineira importantes para a reunião dos músicos nos anos 1960. Confira.
Colégio Estadual Central
No colégio construído por JK, no Santo Antônio, estudaram Fernando Brant, Murilo Antunes, Márcio Borges, Nelson Ângelo e Toninho Horta – muitos deles iniciaram a carreira pelos contatos na escola
Edifício Arcângelo Maletta
Na sobreloja do edifício, na Rua da Bahia com Augusto de Lima, funcionava a boate Berimbau, que, em 1964, recebeu um show de Milton, Wagner e Paulinho Braga, o Berimbau Trio, com Bituca no contrabaixo
Edifício Levy
O prédio, no Centro, foi o primeiro endereço de Milton e Wagner Tiso em Belo Horizonte. Lá, conheceram a família Borges. (Na foto, Márcio Borges e Marisa deixam o edifício, em 1964)
O Ponto dos Músicos
Era na calçada na esquina da Avenida Afonso Pena com a Rua Tupinambás que Milton, Wagner, Paulo e Toninho Horta, Nivaldo Ornelas e Marilton Borges costumavam se reunir, na década de 1960
Casa dos Brant
Na sala da casa da Rua Grão Pará, no Funcionários, Milton e Fernando Brant compuseram Travessia. A música ficou em segundo lugar no Festival Internacional da Canção de 1967
Cine Tupi
Na sala na Rua Tupis, no Centro, que mais tarde passou a se chamar Cine Jacques, Milton e Márcio Borges assistiram ao filme Jules et Jim (1962), de François Truffaut, que os inspirou a escrever as primeiras parcerias
A esquina
Encontro das Ruas Divinópolis e Paraisópolis, onde garotos da geração de Lô passavam as tardes brincando ou tomando aulas de violão com Toninho Horta, ao lado de Beto Guedes
Casa dos Borges
A partir de 1966, é na casa de Salomão, Maricota e dos filhos (foto), na Rua Divinópolis, 136, o ponto de encontro de Lô, Milton e Márcio, que compuseram ali Clube da esquina
Teatro Francisco Nunes
Nos anos 1960, ainda pouco conhecido, Bituca se apresentou no show Opinião, de Zé Ketti. O teatro veio abaixo em aplausos. Entre os espectadores estava Fernando Brant, que o viu pela primeira vez naquela noite
No colégio construído por JK, no Santo Antônio, estudaram Fernando Brant, Murilo Antunes, Márcio Borges, Nelson Ângelo e Toninho Horta – muitos deles iniciaram a carreira pelos contatos na escola
Edifício Arcângelo Maletta
Na sobreloja do edifício, na Rua da Bahia com Augusto de Lima, funcionava a boate Berimbau, que, em 1964, recebeu um show de Milton, Wagner e Paulinho Braga, o Berimbau Trio, com Bituca no contrabaixo
Edifício Levy
O prédio, no Centro, foi o primeiro endereço de Milton e Wagner Tiso em Belo Horizonte. Lá, conheceram a família Borges. (Na foto, Márcio Borges e Marisa deixam o edifício, em 1964)
O Ponto dos Músicos
Era na calçada na esquina da Avenida Afonso Pena com a Rua Tupinambás que Milton, Wagner, Paulo e Toninho Horta, Nivaldo Ornelas e Marilton Borges costumavam se reunir, na década de 1960
Casa dos Brant
Na sala da casa da Rua Grão Pará, no Funcionários, Milton e Fernando Brant compuseram Travessia. A música ficou em segundo lugar no Festival Internacional da Canção de 1967
Cine Tupi
Na sala na Rua Tupis, no Centro, que mais tarde passou a se chamar Cine Jacques, Milton e Márcio Borges assistiram ao filme Jules et Jim (1962), de François Truffaut, que os inspirou a escrever as primeiras parcerias
A esquina
Encontro das Ruas Divinópolis e Paraisópolis, onde garotos da geração de Lô passavam as tardes brincando ou tomando aulas de violão com Toninho Horta, ao lado de Beto Guedes
Casa dos Borges
A partir de 1966, é na casa de Salomão, Maricota e dos filhos (foto), na Rua Divinópolis, 136, o ponto de encontro de Lô, Milton e Márcio, que compuseram ali Clube da esquina
Teatro Francisco Nunes
Nos anos 1960, ainda pouco conhecido, Bituca se apresentou no show Opinião, de Zé Ketti. O teatro veio abaixo em aplausos. Entre os espectadores estava Fernando Brant, que o viu pela primeira vez naquela noite
