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Estado de Minas

Mais transtornos


postado em 14/03/2019 05:05



Outro lance importante da economia doméstica é que, na maioria das vezes, o pobre cidadão fica à mercê das empresas prestadoras de serviço. Como ocorre, por exemplo, com a Copasa. É claro que ter água em casa é uma bênção do progresso, longe vai o tempo em que os reservatórios ficavam vazios, porque a água não chegava por motivos variados. Tenho em minha casa três reservatórios, que cumprem com seu papel. E, mensalmente, um funcionário da empresa bate à minha porta para tomar o registro do gasto lendo o hidrômetro, que por causa disso é sempre colocado na entrada da casa. Ele abre a caixa, toma nota do gasto e, na mesma hora, emite a nota para pagamento da quantidade de litros que foi gasta. Em minha casa, a medição nunca passa dos R$ 800, que meus conhecidos reclamam que é demais para o gasto de tão poucos moradores, apesar do jardim, que deve ser molhado sempre.

O bom dessa medição é que a conta registra sempre os metros de água gastos e, por causa da facilidade desses modernismos, a lista inclui sempre os meses anteriores. Os metros registrados em minhas contas nunca passam dos 70, 80, quando o tempo está muito seco pode ir um pouco mais. Só que na última leitura, o funcionário da Copasa registrou mais de 200 metros cúbicos de gasto de água – e a conta superou os R$ 5 mil. Como estava em casa, de férias, uma das minhas ajudantes viu o absurdo e logo correu para me mostrar o que tinha ocorrido. Chamei imediatamente meu “faz-tudo” para dar uma revisão geral no sistema “aquático” em busca de algum provável vazamento.

Nada foi encontrado e ele seguiu, na mesma tarde, para a sede da Copasa, no Santo Antônio, acompanhado por minha irmã, porque eu estava curtindo minha bronquite. Lá chegando, os funcionários usaram a tradição comum ao caso: impediram o pagamento da conta e prometeram que um de seus especialistas iria até a minha casa para trocar o hidrômetro, que seria examinado para reparar no exagero. Fui assistir à troca para evitar que meu chão de rejeito de minério fosse estragado, porque não tenho mais o endereço dos responsáveis pela obra. O pessoal técnico foi supercuidadoso, retirou o hidrômetro antigo e colocou o novo, mas como entendem do riscado notaram logo que não era possível aquele gasto tão fora do comum. Recebi um canhoto do serviço e estou esperando para ver o que é mesmo que vai ocorrer.

Pode parecer incrível, mas, pelo que os funcionários da Copasa comentaram, tudo indica que devo pagar os R$ 5 mil, que serão descontados das medições posteriores. Como é que pode? Pode e acontece sempre. Aquela minha funcionária de 35 anos que morreu no fim de fevereiro topou várias vezes com esse problema, recebendo contas além da realidade, difíceis de serem pagas. Com o tempo e muito trabalho, ela conseguiu descobrir, correndo de seca a meca em Santa Luzia, onde morava, que o problema não estava em sua casa, mas vinha da instalação do serviço. Para ela, é claro que desenrolar o erro não foi fácil. E acredito que não vai ser fácil também para mim. Afinal de contas, como é possível resolver um problema desses se você não tem acesso à pesquisa realizada pela prestadora do serviço?


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