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No carnaval, todo cuidado é pouco


postado em 02/03/2019 05:10




Chegou o carnaval. Nada de marasmo na cidade. Por sinal, há três semanas Belo Horizonte vive a folia de Momo. Quem criticava o baiano por transformar o feriado de quatro dias em mais de um mês de festa deve estar pagando a língua.

Até alguns anos atrás, era possível sair nu em plena avenida que ninguém nem via. Belo Horizonte era verdadeira cidade fantasma durante o carnaval. Agora, está no ritmo da folia desde o início do mês, e os foliões garantem que a farra não terminará na quarta-feira de cinzas.

Quem gosta de carnaval deve estar se esbaldando, mas é preciso tomar alguns cuidados. Ontem, falamos de proteção solar, alimentação e hidratação. Hoje, é a vez da conscientização e prevenção para evitar problemas mais graves do que a simples ressaca.

É importante estar atento à prevenção de doenças, principalmente aquelas transmitidas por meio de relações sexuais, as chamadas infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), mais comumente conhecidas como doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).

As mais comuns são HPV, sífilis, gonorreia, herpes genital, hepatites virais (B e C) e HIV. De acordo com Anna Dias Salvador Levindo Coelho, ginecologista da Rede Mater Dei de Saúde, nem sempre elas apresentam sintomas. Em alguns casos, o paciente pode permanecer assintomático por toda a vida. Portanto, é necessário se prevenir.

Isso é uma grande verdade. Tinha um grande amigo – digo tinha, pois há muitos anos não o vejo mais – que, na época de nossa adolescência e mocidade, era um dos homens mais bonitos de Belo Horizonte. As mulheres ficavam enlouquecidas por ele, que aproveitava a maré alta e nadava de braçada. Pois de tanto nadar em tudo que era piscina, mar e laguinho e não se cuidar, pegou sífilis. Como a doutora Anna disse, trata-se de uma doença silenciosa. Quando ela se manifestou, já estava no cérebro. E ele ficou gravemente afetado – sem cura, apenas com tratamentos paliativos.

As ISTs podem ser causadas por vírus, bactérias, fungos ou protozoários. Os sintomas mais comuns são feridas, corrimento ou verrugas que aparecem, principalmente, no órgão genital. Mas podem surgir em outras partes do corpo, como palma das mãos e olhos.

“A observação do corpo durante a higiene pessoal pode ajudar a identificar uma IST no estágio inicial. Sempre que perceber algum sinal, deve-se procurar o médico”, reforça a médica.

Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil, apenas os casos de HIV/Aids em jovens de 15 a 24 anos cresceram 85% nos últimos 10 anos. A maior ocorrência é entre homens de 15 a 39 anos, representando 73% dos registros. O Boletim Epidemiológico de Sífilis revela que, de 2010 a junho de 2018, foram notificados 479.730 casos.

A ginecologista explica que no caso de possível DST, o tratamento deve ter início imediato, no momento da consulta, e é individualizado. A prevenção é a principal estratégia para o controle da transmissão dessas doenças, com uso de camisinha masculina ou feminina em todas as relações sexuais.

Aproveite o carnaval, mas de maneira segura. (Isabela Teixeira da Costa/ Interina)


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