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Estado de Minas

SALSA, MERENGUE E CIA

Cubano Raúl Paz faz duas apresentações em Belo Horizonte de sua música, que mistura elementos tradicionais da Ilha com influências de ritmos internacionais


postado em 23/02/2019 05:04

(foto: FETHI BELAID/AFP)
(foto: FETHI BELAID/AFP)

"Por múltiplas razões, Cuba foi se fechando na música tradicional. Faltava o impulso da música do fim do século 20 e começo do século 21, que traz muito sobre a vivência cotidiana e urbana. Aqui no Brasil, há um rock próprio, um rap próprio, música eletrônica, mas Cuba ficou um pouco para trás"

. Raúl Paz , cantor


Para a maioria dos ouvidos, música cubana é sinônimo de rumba e outros ritmos preservados desde os anos 1950 ou 1960. No entanto, a musicalidade da Ilha é capaz de romper fronteiras e se apresentar em diferentes tons, influenciada por sons de outras partes do mundo. Prova disso é o trabalho do cantor, instrumentista e compositor Raúl Paz. Com 14 álbuns lançados, ele se apresenta pela primeira vez no Brasil e traz neste sábado (23) a Belo Horizonte sua “música cubana do século 21”.

Nascido em 1969, em Pinar Del Río, no extremo Oeste de Cuba, região conhecida pelo melhor tabaco do mundo,  ele se mudou para a França, aos 24 anos, para estudar música. Depois de ser visto em um show no Bataclan pelo produtor nova-iorquino Ralph Mercado, fundador do selo RMM, voltado à música latina, sua conexão se ampliou com os circuitos de música latina nos EUA e na Europa, sobretudo após o lançamento de Cuba libre (1999), seu primeiro álbum.

Desde então, a rotina de lançamentos ficou intensa, sob influência de ritmos contemporâneos mundiais, mas sem nunca deixar de lado as raízes cubanas. “Por múltiplas razões, Cuba foi se fechando na música tradicional. Faltava o impulso da música do fim do século 20 e começo do século 21, que traz muito sobre a vivência cotidiana e urbana. Aqui no Brasil, há um rock próprio, um rap próprio, música eletrônica, mas Cuba ficou um pouco para trás. Mas hoje há um movimento que quer criar uma música cubana contemporânea, com mais elementos, mas sem renunciar nossa cultura”, afirma o músico, que veio a BH a convite do amigo e compatriota Néstor Gurry, radicado na capital mineira há muitos anos.

RECADO

Em suas músicas é possível identificar influências do jazz fusion, do funk norte-americano e de características do pop internacional, mas com a latinidade dançante marcada nas melodias. Nesse sentido, ele manda o recado a quem não conhece seu trabalho e pretende prestigiá-lo nos dois shows que fará na capital mineira – na próxima quinta-feira, ele se apresenta no Teatro Sesiminas.

“Minha música se parece comigo. Quem for ao meu show não precisa ir imaginando que vai ouvir música tradicional cubana, ainda que haja elementos dela. Falo de coisas que representam o povo de Cuba hoje, um país que, depois de muitos anos, começa a encontrar sua própria voz e entender que o mundo também existe muito além do estreito Havana-Miami. Fomos obrigados a nos fechar, mas o século 21 será de aberturas para as novas gerações e minha linguagem musical é sobre isso.”

Admirador de Vinicius de Moraes, Maria Bethânia e da Tropicália, Raúl Paz já gravou com Seu Jorge e diz que estar no Brasil “é um sonho”. Na opinião dele, Brasil e Cuba compartilham muitas raízes musicais. Ele prevê que sua visita ao país “renderá influências musicais para os próximos cinco anos”.

Noite Cubana com Raul Paz e Banda Arriba!
Sábado (23), a partir das 19h, no Café Odara, (Rua Arthur de Sá, 380, Bairro União). Ingressos: R$15 (em dinheiro) e R$17 (cartão). Mais informações: (31) 3482-6152.

Raul Paz no Sesiminas
Quinta-feira (28), no Teatro de Bolso do Sesiminas (Rua Padre Marinho, 60, Santa Efigênia). Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$15 (meia). Mais informações: (31) 3241-7181.




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