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Estado de Minas

Super-irmãos de The Umbrella Academy enfrentam o próprio passado

Ex-crianças-prodígio encaram o desafio de salvar o mundo em nova série da Netflix. Trama se inspirou na HQ criada pelo brasileiro Gabriel Bá e o roqueiro Gerard Way


postado em 15/02/2019 05:07

Na série produzida pelo brasileiro Gabriel Bá, jovens têm de deixar as diferenças de lado para salvar o mundo(foto: Christos Kalohoridis/divulgação)
Na série produzida pelo brasileiro Gabriel Bá, jovens têm de deixar as diferenças de lado para salvar o mundo (foto: Christos Kalohoridis/divulgação)

Superpoderes, conflitos familiares, mistérios e crianças-prodígio. Por concentrar elementos comuns a produções de sucesso na TV e no cinema, The umbrella academy chega ao catálogo da Netflix, nesta sexta-feira (15), sob a expectativa de se tornar um dos sucessos da plataforma em 2019.


A primeira temporada, com 10 episódios, adapta a história em quadrinhos homônima escrita por Gerard Way, vocalista da banda My Chemical Romance, e ilustrada pelo brasileiro Gabriel Bá.


Tudo começa com o nascimento de 43 crianças com habilidades especiais, no mesmo dia de 1989, sem que as mães demonstrassem sinais de gravidez. Sete bebês são adotados pelo “excêntrico e aventureiro” milionário sir Reginald Hargreaves (Colm Feore). Desde cedo, ele treina os filhos para combater o crime e salvar o mundo.

Porém, no início da vida adulta, o time de irmãos super-poderosos é surpreendido pela morte misteriosa do patriarca. Ao investigar o que ocorreu, descobrem uma grande ameaça. Temos aí o estopim da trama de aventuras. Com fortes personalidades, eles não se entendem.
Cada jovem atende por um número. Luther (Tom Hopper, o Dickon Tarly de Game of thrones) é o 1. Maior e mais forte, é o líder. Apesar da força física sobrenatural, ele se destaca pelo equilíbrio psicológico e a generosidade. Diego (David Castañeda), o Número 2, é egoísta e temperamental. Tem extraordinária facilidade para manipular facas e a própria respiração, até embaixo d’água. O Número 4 é Klaus (Robert Sheehan), bêbado, viciado em drogas e capaz de se comunicar com os mortos.


Outros dois rapazes completam a “Academia do Guarda-Chuvas”. No entanto, o paradeiro deles, bem como suas habilidades, são surpresas reservadas ao espectador. Há duas garotas. Emmy Raver-Lampman faz o papel de Allison, a Número 3, capaz de transformar dizeres em realidade. A outra é Vanya, a Número 7, a única sem poderes especiais. Interpretada por Ellen Page (Juno e X-Men), essa personagem, apesar de ser “normal”, tem grande importância na série.


“O pai a criou bem isolada da família, por não ter superpoderes. Mas ela resiste, apesar das dificuldades de relacionamento que enfrenta”, disse a atriz, em evento de divulgação da série, em São Paulo, em dezembro passada, do qual o Estado de Minas participou. “A trama não é apenas sobre você se colocar em perigo, mas sobre usar os seus poderes para ajudar o mundo”, disse Page. Para tal, os irmãos são obrigados a se unir. “É disso que precisamos neste planeta tão dividido”, afirmou.

LIBERDADE Conhecida por fortes posicionamentos em favor da diversidade sexual, Ellen Page preza a liberdade. Na conversa com jornalistas brasileiros, comemorou o fato de poder escolher seu próprio figurino. “Tirando alguns filmes independentes como Juno ou Tallulah, nunca pude usar o que queria. Sempre tive de lidar com coisas tipo ‘por que você não usa uma saia?’ ou ‘que tal uma bota de salto?’. Por muito tempo, ouvi pessoas me dizendo coisas ofensivas e homofóbicas durante as provas de roupas nos sets”, disse.


“Não precisamos nos vestir de um determinado jeito só porque alguém diz que ele é sexy ou por causa de um sistema binário estúpido de gênero. Por isso, o fato de a Netflix me dar liberdade para vestir o que quis significou o mundo para mim”, comentou.


Tom Hopper destacou a liberdade de construir o personagem junto à equipe de produtores, que inclui Gerard Way e Gabriel Bá. “É uma trama arriscada, com muitos aspectos de outras produções de sucesso, mas, para mim, o que ela tem de original a torna mais agradável”, argumenta. De acordo com Hopper, The umbrella academy não é apenas sobre heróis, mas sobre o comportamento humano.


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